Polícia Civil atende mais de 780 mil casos de violência contra mulher

Relatório destaca ameaça, lesão corporal e injúria como ocorrências mais comuns em 2025.

As unidades especializadas no Atendimento à Mulher da Polícia Civil em todo o país registraram 782.474 atendimentos em 2025. Os casos incluem ameaças, lesões corporais, injúrias, importunação sexual, estupro e feminicídio.

Segundo o 10º Diagnóstico Nacional das Unidades de Polícia Civil Especializadas no Atendimento às Mulheres, publicado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, foram atendidas 329.451 vítimas. Isso indica que muitas mulheres retornam mais de uma vez para atendimento.

A publicação faz parte das comemorações dos 20 anos da Lei Maria da Penha e abrange dados de 530 das 585 unidades especializadas no país. Destaque para a Região Sudeste, com 125.769 vítimas, correspondendo a 47,8% do total nacional. O estado de São Paulo lidera com 84.103 casos.

Em 2025, as ocorrências de ameaças somaram 148.544 registros, seguidas por lesão corporal (99.473) e injúria (88.739). Notou-se um aumento na perseguição (52.855, alta de 44,3%) e violência psicológica (23.911, alta de 49,7%) em comparação a 2023.

As unidades emitiram 302.626 pedidos de medidas protetivas de urgência, das quais 118.672 foram concedidas. No entanto, 38.214 delas foram descumpridas.

Desde a inauguração da primeira Delegacia Especializada em 1985 em São Paulo, o número de unidades cresceu para 585. Cerca de 6.200 profissionais, incluindo delegados e assistentes sociais, atuam nessas unidades.

Apesar dos avanços, o diagnóstico aponta que 80% das unidades não operam 24 horas. Há necessidades de melhorias como a disponibilidade de viaturas e recursos de investigação.