Piauiense Jailton Rubens, o "Maninho" é preso no Ceará por de tráfico de drogas

Jailton Rubens estava foragido desde dezembro de 2025 e foi localizado na Paraíba após investigação do Denarc sobre a venda de entorpecentes em festas de Teresina

O piauiense Jailton Rubens, conhecido como “Maninho”, foi preso na quinta-feira (23), na Paraíba, durante uma ação conjunta das polícias civis do Piauí e da Paraíba. Ele era considerado foragido desde dezembro de 2025 e tinha contra si um mandado de prisão preventiva expedido no âmbito de uma investigação sobre tráfico de drogas em Teresina.

A prisão foi confirmada pelo delegado Samuel Silveira, coordenador do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc). Segundo a Polícia Civil, o investigado foi localizado após o compartilhamento de informações entre as equipes dos dois estados.

“Maninho” ficou à disposição do Poder Judiciário, que deverá decidir sobre a transferência dele para o Piauí. O horário exato da prisão e a unidade prisional onde ele permanece custodiado não foram informados.

Investigação começou em festas de Teresina

De acordo com o coordenador do Denarc, a investigação começou após a polícia identificar a circulação de drogas sintéticas em raves, boates e outros eventos realizados em Teresina. O aprofundamento das apurações teria levado os investigadores a Jailton Rubens e Francisco de Assis, conhecido como “Netto Berola”. A Polícia Civil suspeita que os dois atuavam na comercialização de entorpecentes na capital piauiense.

Apesar de o inquérito ter começado com foco em drogas sintéticas, o delegado Samuel Silveira afirmou que o skunk — uma variedade de cannabis com maior concentração de substâncias psicoativas — aparecia com maior frequência nas negociações investigadas. A polícia também informou que não foram encontradas, até o momento, evidências de participação dos proprietários ou organizadores dos eventos onde os entorpecentes supostamente eram comercializados.

Operação foi realizada em dezembro de 2025

A investigação ganhou repercussão no dia 5 de dezembro de 2025, quando o Denarc deflagrou uma operação para cumprir 15 mandados judiciais em Teresina, José de Freitas e São Pedro do Piauí. Durante a ofensiva policial, Francisco de Assis foi preso. Jailton Rubens, entretanto, não foi localizado nos endereços ligados a ele e passou a ser considerado foragido. 

Conforme o delegado Samuel Silveira, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário para análise do Ministério Público do Estado do Piauí. Depois de aproximadamente sete meses de buscas, os investigadores obtiveram informações sobre o paradeiro de Jailton na Paraíba. O mandado de prisão preventiva foi então cumprido com o apoio da Polícia Civil paraibana.

Investigado contesta as acusações

Antes da prisão, Jailton Rubens utilizou as redes sociais para contestar a investigação e afirmar que estava sendo acusado injustamente. Ele também pediu que o Ministério Público analisasse o inquérito conduzido pela Polícia Civil. A defesa sustenta que o investigado não possui envolvimento com o tráfico de drogas. O posicionamento deverá ser apresentado formalmente no processo. Jailton é marido da influenciadora digital Anne Braga. Segundo o coordenador do Denarc, não foi identificada participação dela nas atividades investigadas. A influenciadora não é apontada como alvo do inquérito que resultou no mandado de prisão.

Polícia cita investigações anteriores

A Polícia Civil informou ainda que Jailton Rubens já havia sido investigado em outras ocorrências. Em novembro de 2017, ele foi preso por suspeita de envolvimento em furtos de objetos deixados dentro de veículos estacionados em supermercados e na região central de Teresina.

Na época, a polícia afirmou que os suspeitos utilizavam um equipamento popularmente chamado de “Chapolin”, empregado para interferir no sistema de travamento de automóveis. Jailton também teria sido investigado por roubo e fraude contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Esses registros são independentes do inquérito atual e não representam, por si só, condenação definitiva. No caso relacionado ao tráfico, Jailton é considerado investigado e terá direito ao contraditório e à ampla defesa.