Ministro do STJ é investigado por suspeita de venda de sentenças

Operação da PF inclui Marco Buzzi em inquérito que apura crimes no STJ

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a inclusão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi no inquérito que investiga a venda de sentenças.

A decisão foi proferida pelo ministro relator Cristiano Zanin e integra as investigações da Polícia Federal (PF) na Operação Sisamnes. A investigação, que corre em segredo de Justiça, envolve indícios contra Buzzi, que não foram ainda divulgados.

A Operação Sisamnes começou após a PF identificar que servidores de gabinetes do STJ acessavam ilegalmente o sistema eletrônico de minutas de votos, vendendo informações a terceiros.

Em maio, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nove pessoas por organização criminosa, corrupção e outros crimes. Buzzi já estava afastado devido a acusações de assédio sexual.

O afastamento ocorreu após denúncia de assédio contra uma jovem, filha de amigos do ministro, em um episódio ocorrido durante férias em Balneário Camboriú.

Posteriormente, uma ex-funcionária também alegou ter sido assediada sexualmente por Buzzi.

Em nota, a defesa de Buzzi afirmou que o ministro desconhece as investigações sobre a venda de sentenças e destacou seu impedimento legal de julgar casos envolvendo familiares. "A defesa esclarece que Buzzi não tem relação com atividades familiares", declarou.