Dois homens foram presos nesta segunda-feira (4), no Rio Grande do Sul, suspeitos de aplicar o golpe do falso delegado em Teresina. Segundo a polícia, a vítima foi induzida a pagar uma suposta fiança de R$ 8 mil para encerrar um processo inexistente. Sob forte pressão psicológica e ameaças, a pessoa acabou tirando a própria vida.
De acordo com o delegado Walter Cunha, da 6ª Seccional de Polícia, um dos investigados já estava preso em uma unidade prisional no Rio Grande do Sul e comandava o esquema de dentro do presídio, enquanto o outro atuava em liberdade.
As conversas entre os suspeitos e a vítima ocorreram entre fevereiro e março deste ano. Ainda em março, a vítima morreu.
Golpe com falso delegado
Os criminosos utilizaram o WhatsApp para aplicar o golpe, usando a foto de um delegado da Polícia Civil de São Paulo no perfil. Durante as conversas, ameaçavam a vítima e exigiam o pagamento de uma suposta fiança para arquivar um processo que, na verdade, nunca existiu.
A vítima chegou a fazer um empréstimo bancário para transferir o dinheiro.
Alerta da polícia
O delegado destacou que esse tipo de golpe tem se tornado cada vez mais comum no país e reforçou o alerta à população.
“Nós orientamos que nenhuma autoridade legítima solicita pagamentos por meio de transferências bancárias, PIX ou entrega de dinheiro em espécie para liberação de processos, fianças ou procedimentos investigativos. A Polícia Civil orienta a população a desconfiar de contatos dessa natureza e a denunciar imediatamente qualquer tentativa de golpe às autoridades competentes”, afirmou.
O esquema envolve criminosos que se passam por autoridades públicas, como delegados, juízes, promotores ou advogados, para intimidar vítimas e obter dinheiro de forma ilegal.