Adolescente é apreendido pela 2° vez suspeito de planejar atentado em escola de Teresina

Polícia Civil afirma que jovem de 16 anos pretendia atacar professores e estudantes por causa de bullying; esta é a segunda ameaça registrada envolvendo o adolescente.

Um adolescente de 16 anos foi apreendido pela segunda vez, nesta terça-feira (14), em uma escola no bairro Santa Maria da Codipi, na zona Norte de Teresina, suspeito de planejar um atentado contra professores e estudantes. Segundo as investigações, a motivação do ataque seria o bullying sofrido no ambiente escolar.

De acordo com a Polícia Civil, esta é a segunda vez que o adolescente ameaça realizar um ataque na unidade de ensino. As investigações apontam que ele tinha como inspiração autores de massacres em escolas, como o ocorrido em Suzano (SP), em 2019, além de ataques registrados em instituições de ensino nos Estados Unidos.

O caso começou a ser investigado no dia 2 de março, quando a direção da escola acionou a Polícia Militar após o estudante publicar, em uma rede social, uma mensagem anunciando a intenção de promover um atentado na unidade.

Durante a abordagem, os policiais encontraram com o adolescente uma faca e uma balaclava. Na ocasião, ele confirmou que pretendia realizar o ataque em razão dos conflitos vividos no ambiente escolar.

Após ser encaminhado à Central de Flagrantes, o adolescente foi liberado com o acompanhamento da Promotoria de Justiça e voltou a frequentar as aulas normalmente.

Celular revelou novo plano de ataque

O delegado Eduardo Aquino informou que, ao assumir a investigação, ouviu o adolescente em depoimento e solicitou autorização judicial para apreender o celular dele.

A análise do aparelho revelou que o estudante continuava planejando um novo atentado contra a escola. Diante das novas evidências, a direção da unidade de ensino voltou a acionar a polícia, que realizou a apreensão do adolescente nesta terça-feira (14), dentro da escola, na Santa Maria da Codipi.

Segundo a Polícia Civil, o material encontrado no celular reforçou a suspeita de que o jovem mantinha a intenção de colocar o plano em prática, mesmo após a primeira intervenção das autoridades.

Acompanhamento psicológico reforçou risco

Outro fator considerado decisivo para a adoção da medida foi o acompanhamento psicológico realizado pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Infantojuvenil.

De acordo com a investigação, durante o tratamento o adolescente voltou a manifestar, recentemente, a intenção de praticar um massacre em ambiente escolar. A nova ameaça reforçou a avaliação de que havia risco concreto de um atentado.

A Polícia Civil destacou que o trabalho investigativo teve como objetivo evitar que o plano fosse executado e garantir a segurança de alunos, professores e demais profissionais da escola.

O caso segue sob investigação para esclarecer todos os detalhes do planejamento do ataque e verificar se houve participação ou incentivo de terceiros. Como o suspeito é menor de idade, o procedimento tramita conforme as normas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).