França proíbe protestos ilegítimos para reforçar segurança

Macron anuncia ações contra grupos considerados perigosos antes de novo protesto

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou a proibição de protestos considerados "ilegítimos" nos próximos dias. A decisão veio após reunião com representantes dos serviços de inteligência e ministros, visando proteger estabelecimentos comerciais de possíveis conflitos.

Macron destacou o envolvimento de grupos de extrema-esquerda, chamados de "sediciosos", nos recentes desacatos e furtos ocorridos em diversas cidades. O presidente os classificou como "ultraesquerda de extrema periculosidade" e os acusou de tentar "derrubar a República".

Para manifestações organizadas por sindicatos, o governo planeja definir trajetos alternativos. Esta medida busca reduzir a tensão, especialmente após confrontos urbanos em 17 de outubro.

Sébastien Lecornu, primeiro-ministro, pediu que partidos escolham "entre a violência e a República", isolando críticas ao partido de extrema-esquerda A França Insubmissa.

Com estimativas de prejuízos em cerca de 3 mil lojas devido aos distúrbios, comerciantes demonstram preocupação com o que pode ocorrer no próximo sábado. "A preocupação é máxima", resumiu Pierre Bosche, presidente da Confederação dos Comerciantes da França.

As autoridades prometem reforçar a segurança com um grande dispositivo policial, incluindo veículos blindados e unidades de elite. O recolher obrigatório foi restabelecido em várias cidades, resultando em mais de 170 prisões.