A Serasa Experian identificou uma nova estratégia de fraude de identidade chamada “golpe do sósia”, que utiliza tecnologia de comparação facial para encontrar pessoas com características semelhantes aos fraudadores. O método foi descrito no Mapa da Fraude referente ao primeiro semestre de 2026.
Essa tática explora o reconhecimento facial para permitir que os criminosos tentem se passar por outras pessoas em processos de validação, como o cadastro e a abertura de contas.
De acordo com a Serasa Experian, ferramentas de comparação facial são usadas para localizar rostos com alto grau de semelhança entre identidades legítimas, facilitando a escolha da identidade a ser fraudada.
O método inverte a lógica das fraudes tradicionais: os criminosos começam com seu próprio rosto, procuram semelhanças e tentam usar os dados dessa pessoa em fraudes. No modelo tradicional, parte-se dos dados da vítima para assumir sua identidade.
A Serasa Experian adverte que o reconhecimento facial não deve ser a única forma de autenticação. Camadas adicionais, como validação de documentos e prova de vida, são recomendadas para identificar inconsistências.
Entre as soluções de segurança sugeridas estão a conferência de dados cadastrais, análise de dispositivos, e identificação de padrões de comportamento. No primeiro semestre de 2026, 2,86 milhões de tentativas de fraude foram bloqueadas, evitando prejuízos de R$ 3,77 bilhões.
Para se proteger, consumidores são aconselhados a não compartilhar imagens de documentos, utilizar senhas fortes, desconfiar de solicitações inesperadas e monitorar regularmente seu CPF.
Empresas também são orientadas a combinar diferentes mecanismos de segurança para evitar que uma única informação finalize um cadastro. A combinação de métodos pode ajudar a detectar tentativas de fraude, mesmo quando há similaridade facial.