O setor de serviços não financeiros no Brasil empregou 15,9 milhões de pessoas em 2024, com uma remuneração média de 2,2 salários mínimos mensais, conforme a Pesquisa Anual de Serviços divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira (27).
Há dois anos, o cenário mostrava 1,9 milhão de empresas ativas que, juntas, pagaram cerca de R$ 644,2 bilhões em salários e outras remunerações. A pesquisa atual não permite comparações diretas com edições passadas devido a mudanças na metodologia.
O setor não inclui bancos e abrange áreas como educação, restaurantes, transportes e tecnologia. As empresas alcançaram uma receita operacional líquida de R$ 3,5 milhões e adicionaram R$ 2,1 trilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do país.
O segmento de atividades de alimentação foi destacado como o maior empregador, absorvendo 1,9 milhão de trabalhadores, seguido pelos serviços técnico-profissionais, que empregaram 1,8 milhão de pessoas.
Em termos de remuneração, o transporte dutoviário liderou com 21,1 salários mínimos, bem acima do transporte aquaviário, que alcançou a média de 6,9 mínimos. A maior exigência de qualificação técnica e os riscos envolvidos são fatores que explicam as altas remunerações neste setor.
A importância do setor de serviços para a economia é destacada pela contribuição de mais de R$ 2 trilhões ao PIB, reforçando sua capacidade de gerar valor e renda, conforme observado pelo analista da pesquisa, Marcelo Miranda.