Exposição da PFDC destaca mulheres apagadas da história

Mostra "Mulheres Invisibilizadas" homenageia 30 figuras emblemáticas

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) lançou a segunda edição da exposição “Mulheres Invisibilizadas”, que resgata histórias de mulheres cujas contribuições para o Brasil foram pouco reconhecidas. A inauguração ocorreu nesta quarta-feira (19), na sede da Procuradoria-Geral da República, em Brasília. A mostra homenageia 30 mulheres de várias épocas e áreas, destacando-se na política, artes, ciência, direitos humanos e lutas sociais.

O procurador federal dos Direitos do Cidadão, Paulo Thadeu, ressaltou a importância de recuperar essas histórias para evidenciar contribuições de mulheres negras, indígenas, trans e periféricas. “Ao apresentarmos 30 novas trajetórias, reafirmamos nosso compromisso com um acervo em contínua expansão”, afirmou. Entre as homenageadas estão Enedina Alves Marques, a primeira engenheira negra do Brasil, e Fernanda Benvenuti, defensora dos direitos trans.

A exposição, apoiada pela Comissão de Igualdade de Gênero da PFDC, está alinhada aos compromissos de igualdade do Brasil e coincidem com o Agosto Lilás. A procuradora regional da República, Acácia Suassuna, enfatizou que a iniciativa nasceu de reflexões sobre personagens pouco conhecidos, destacando a história de Bárbara de Alencar, protagonista na primeira edição.

Nesta edição, são ressaltadas figuras como Eny Moreira, defensora dos presos políticos durante a ditadura militar. O evento contou com recital que homenageou Chiquinha Gonzaga e Ivone Lara, reforçando o papel da música na memória cultural.

A exposição fica em cartaz até 18 de setembro no Memorial do MPF, aberto para visitação gratuita de segunda a sexta-feira, das 13h às 17h. Grupos devem agendar pelo e-mail pgr-memorialmpf@mpf.mp.br.