Em entrevista ao programa Voz do Brasil, o ministro do desenvolvimento social e combate a fome, Wellington Dias destacou o impacto das políticas sociais do governo Lula para o Brasil entrar no grupo de países desenvolvimento humano muito alto
“O Bolsa Família é uma política social integrada, e uma das exigências para recebê-la é manter as crianças e adolescentes na escola, com acompanhamento adequado”, afirmou o ministro.
“A educação como grande alicerce para interromper uma história de vulnerabilidade, de pobreza na família”, acrescentou.
O Brasil alcançou, em 2024, o maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) da história do país, chegando a 0,805 e entrando, pela primeira vez, no grupo de nações com desenvolvimento humano muito alto.
Os dados foram divulgados pela Agência Gov com base na pesquisa Radar IDHM, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
Segundo o levantamento, a educação foi o principal fator responsável pelo crescimento do indicador. O índice educacional passou de 0,679 em 2012 para 0,798 em 2024.
Brasil supera marca histórica no IDH
O índice geral do país saiu de 0,788 em 2022 para 0,798 em 2023, chegando a 0,805 em 2024. Com isso, o Brasil ultrapassou pela primeira vez a faixa considerada de desenvolvimento humano muito alto.
Wellington Dias comparou o novo patamar brasileiro ao de países desenvolvidos.
“Nós tínhamos alcançado o IDH 07 e agora entramos no clube dos países com o IDH muito alto. É o patamar de países da Europa, é o patamar de países da América do Norte”, declarou.
O ministro também afirmou que o resultado demonstra avanço na redução das desigualdades sociais.
“O Brasil deixa de ser só aquela grande economia, aquele grande produtor de agricultura e melhora a desigualdade”, disse.
Novo aplicativo do Bolsa Família
Durante a entrevista, Wellington Dias também comentou o lançamento do novo aplicativo e portal do Bolsa Família, previsto para esta quarta-feira (27).
Segundo o ministro, a plataforma permitirá atualização cadastral e acesso a serviços diretamente pelo celular.
“É mais humanização. Ou seja, através do celular, através de um aplicativo, a pessoa vai poder, por exemplo, eu quero atualizar o cadastro. Bloqueou meu Bolsa Família. O que aconteceu? Vai lá no aplicativo e você, inclusive, já resolve”, explicou.
O governo federal afirma que a ferramenta também servirá como porta de entrada para outros programas integrados ao Cadastro Único.
Assista a entrevista completa: