Umidade do ar chega a nível de desertos em São João do Piauí; veja os cuidados

São João do Piauí registrou o menor índice entre os municípios monitorados pela SEMARH; veja os cuidados para enfrentar o tempo seco

A umidade relativa do ar chegou a apenas 11% em São João do Piauí, no domingo (23), índice que está dentro da faixa de umidade normalmente observada em regiões desérticas. Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), os desertos costumam apresentar umidade relativa do ar entre 5% e 15%, embora existam variações entre diferentes regiões desérticas.

O dado foi registrado pela Sala de Monitoramento e Previsão de Eventos Climáticos Extremos (SAMPECE), da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (SEMARH-PI), e foi o menor índice observado entre os municípios monitorados no estado no domingo (23).

No Piauí, a situação de tempo extremamente seco não ficou restrita a São João do Piauí. Canto do Buriti, Oeiras e Paulistana registraram 13%, enquanto Barreiras do Piauí marcou 14% e Corrente, 15%.

Em Campo Maior e Castelo do Piauí, a umidade relativa chegou a 17%. Já Piripiri registrou 18% e São Raimundo Nonato, 19%. Em Teresina, o índice ficou em 22%, mostrando que a baixa umidade atingiu diferentes regiões do estado.

Mapa da umidade relativa do ar | Foto: Semarh

O que significa uma umidade de 11%?

A umidade relativa do ar representa a quantidade de vapor de água presente na atmosfera em relação ao máximo que o ar consegue comportar nas mesmas condições de temperatura e pressão. Quanto menor o percentual, mais seco está o ar. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) utiliza a umidade relativa como um dos parâmetros de monitoramento das condições atmosféricas.

Com 11% de umidade relativa, o ar está extremamente seco. O índice registrado em São João do Piauí, portanto, está dentro da faixa apontada pelo SGB como característica de ambientes desérticos, que normalmente apresentam umidade relativa entre 5% e 15%.

Baixa umidade exige cuidados com a saúde

O tempo seco pode provocar ressecamento das mucosas, desconforto respiratório e irritação dos olhos e da pele. A baixa umidade também pode favorecer problemas respiratórios e aumentar o risco de desidratação.

Por isso, a recomendação é aumentar a ingestão de água ao longo do dia, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com condições de saúde que possam aumentar o risco de desidratação.

Também é importante evitar atividades físicas intensas durante os períodos mais quentes e secos do dia. Sempre que possível, exercícios e outras atividades ao ar livre devem ser realizados nos horários de temperaturas mais amenas.

Outro cuidado é evitar exposição prolongada ao sol e utilizar proteção adequada, como roupas leves e protetor solar.

Pessoas que possuem doenças respiratórias devem ficar especialmente atentas durante períodos de umidade muito baixa, pois o ar seco pode agravar sintomas e aumentar o desconforto.

Baixa umidade também aumenta atenção para queimadas

O tempo extremamente seco também exige cuidado com o risco de incêndios em vegetação. A combinação de baixa umidade, temperaturas elevadas e vegetação ressecada favorece a propagação do fogo.

Por isso, a população deve evitar queimadas e qualquer prática que possa provocar incêndios, principalmente em áreas de vegetação seca.

Veja os principais cuidados