A força-tarefa da Operação Resgate VI resgatou 479 pessoas de condições análogas à escravidão entre 1º e 31 de agosto. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), foram retiradas de situações de exploração no Brasil pessoas de diversas nacionalidades.
Entre as vítimas, 75 eram mulheres e 13, crianças ou adolescentes. Além de brasileiros, foram resgatados imigrantes de países como Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Venezuela.
Minas Gerais se destacou com o maior número de resgates, parte dos 267 casos do Sudeste, que concentrou 55,7% dos resgates totais. Na zona rural ocorreram 57,5% das fiscalizações. O cultivo de café liderou as ocorrências com 53 vítimas, seguido por plantações de cebola, batata-inglesa e outras culturas.
Nas áreas urbanas, as construções civis registraram 47,7% dos casos. Desde seu início em 2021, a operação soma 1.192 resgates de funcionários sem direitos trabalhistas garantidos.
Os empregadores notificados deverão pagar R$ 1,4 milhão em verbas trabalhistas e responder por infrações como trabalho infantil. Foram emitidos 1.836 autos de infração.
Em julho, a Lei nº 15.455/2026 foi sancionada, ampliando a proteção contra trabalho análogo à escravidão doméstica. A legislação permite fiscalizações sem mandado em residências suspeitas e prioriza as vítimas no programa Bolsa Família.
Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma anônima através do Sistema Ipê, uma parceria entre a Secretaria de Inspeção do Trabalho e a Organização Internacional do Trabalho.