Uma operação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 29 trabalhadores em situação análoga à escravidão na Bahia e em Pernambuco. Os resgates ocorreram em pedreiras nos municípios de Sento Sé (BA), Casa Nova (BA) e Santa Cruz (PE).
Os trabalhadores eram responsáveis por extrair pedras para obras de pavimentação na região. Conforme a Defensoria Pública da União (DPU), termos de ajustamento de conduta foram firmados com as empresas envolvidas, garantindo quase R$ 500 mil em verbas rescisórias e indenizações, além de R$ 132,5 mil por danos morais coletivos.
Durante a fiscalização, feita com o Ministério Público do Trabalho, a DPU e a Polícia Federal, foram encontradas condições degradantes, incluindo falta de acesso a água potável e alojamentos precários.
Os trabalhadores dormiam em barracões de lona, sobre colchões no chão, e não possuíam equipamentos de proteção. A equipe também encontrou alimentos armazenados junto a substâncias tóxicas, e parte dos equipamentos foi interditada por riscos à saúde.
Além disso, foram observados indícios de exploração mineral sem autorização, que serão investigados pelos órgãos competentes. O trabalho em condição análoga à escravidão envolve situações como jornadas exaustivas e restrições de liberdade.
Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas anonimamente através do Sistema IPÊ, canal oficial do governo federal.