Benedita da Silva lidera para o Senado no RJ e mostra força petista em terra bolsonarista

Levantamento da Paraná Pesquisas mostra petista à frente em dois de três cenários, com vantagem sobre Crivella; Carlos Jordy e Carlos Portinho não figuram entre os quatro primeiros

O cenário para o Senado pelo Rio de Janeiro em 2026 já começa a se desenhar com uma vantagem expressiva para a deputada federal Benedita da Silva (PT). É o que aponta levantamento inédito da Paraná Pesquisas, que revela o respeito consolidado que a ex-governadora e ex-senadora mantém junto ao eleitorado fluminense.

Em dois dos três cenários testados pelo instituto, a petista aparece isolada na liderança. No terceiro cenário, Benedita surge tecnicamente empatada com o ex-prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), nome respaldado pelo pastor Silas Malafaia.

Os números expõem não apenas a força pessoal de Benedita, mas também um revés significativo para o bolsonarismo no estado. O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, testou dois de seus principais quadros, o deputado federal Carlos Jordy e o senador Carlos Portinho, e nenhum dos dois conseguiu figurar entre os quatro primeiros colocados em qualquer simulação.

Respeito que atravessa décadas

Benedita da Silva foi vice-governadora (1999-2002), governadora interina (2002), senadora (2007-2015) e construiu uma trajetória de mandatos na Câmara dos Deputados, sempre com forte atuação em defesa das periferias, das mulheres e da igualdade racial. A pesquisa da Paraná confirma que essa identificação histórica segue viva no imaginário do eleitor fluminense.

O levantamento também reflete os efeitos do desgaste do ex-governador Cláudio Castro, afastado das articulações para o Senado em razão da repercussão do chamado caso Master — envolvendo investimentos bilionários do Rioprevidência no Banco Master e a relação de Castro com o banqueiro Daniel Vorcaro. Com Castro fora do tabuleiro, o PL ainda busca um nome competitivo.

Outro nome de peso da legenda, o deputado federal Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, não foi incluído na pesquisa, o que impede, por ora, aferir seu potencial eleitoral na disputa.

Os resultados acendem um sinal de alerta para a direita fluminense: mesmo em um estado onde Jair Bolsonaro ainda mantém influência relevante, a legenda não conseguiu posicionar seus pré-candidatos entre os mais competitivos. Enquanto isso, Benedita da Silva larga na frente, com a vantagem de quem já governou o estado e representou o Rio no Senado e o povo fluminense não esqueceu.