Ciência & Tecnologia

Zuckerberg pede perdão pelos males causados pelo Facebook

O CEO e fundador da rede social aproveitou o encerramento do feriado judaico do Yom Kippur para publicar em seu perfil um pedido de desculpas
Fonte: Código Fonte | Editor: Redação 02/10/2017 13:22
Mark Zuckerberg Mark ZuckerbergFoto: Piauí Hoje

Mark Zuckerberg pediu perdão nesse sábado pelos erros cometidos no último ano e por qualquer mal causado pelas falhas do Facebook no período. O CEO e fundador da rede social aproveitou o encerramento do feriado judaico do Yom Kippur para publicar em seu perfil um pedido de desculpas, assim como relembrar suas falhas e promover dias melhores.

“Essa noite se encerra o Yom Kippur, o dia mais sagrado do ano para os Judeus, quando nós refletimos sobre o ano anterior e pedimos perdão por nossos erros”, escreveu o executivo. “Por aqueles a quem eu feri esse ano, eu peço perdão e tentarei ser melhor. Pelas formas como meu trabalho foi utilizado para dividir pessoas ao invés de nos aproximar, eu peço perdão e eu trabalharei melhor”, completou Zuckerberg.

O pedido de desculpas não poderia acontecer em um momento mais propício. Uma investigação conduzida pelo Congresso norte-americano aprofundou a descoberta da influência russa na manipulação da opinião pública do país durante o período eleitoral do ano passado e o Facebook foi uma das principais ferramentas dessa operação. Cerca de 3.000 anúncios foram comprados na rede social com a intenção de manobrar os usuários. Além disso, a desatenção de Zuckerberg para o problema da proliferação das “notícias falsas” em sua rede social voltou à tona com uma reportagem do Washington Post na semana passada.

Embora não cite diretamente nenhum incidente em específico, ao mencionar que seu trabalho “foi utilizado para dividir pessoas”, Zuckerberg está claramente se referindo ao levantamento recente que a estratégia adotada pelos russos não era favorecer essa ou aquela corrente política dentro do Facebook, mas incentivar a divisão. Assim como foi feito no Twitter, operadores russos, perfis falsos e bots, promoviam lados opostos de questões polêmicas, como direitos homossexuais, racismo e imigração para semear a discórdia.

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