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Trump desiste de proibir pessoas transgênero no exército

Decisão volta a seguir a linha de pensamento do seu antecessor democrata, Barack Obama,
Fonte: Notícias ao Munuto | Editor: Da Redação 24/03/2018 08:16
Donald Trump Donald TrumpFoto: ABC

O Presidente norte-americano, Donald Trump, desistiu de impor a proibição total no recrutamento de militares transgêneros, como inicialmente pretendia, deixando ao secretário da Defesa, Jim Mattis, a tarefa de avaliar caso a caso.

Em um memorando divulgado na sexta-feira (23) à noite, pela Casa Branca, Trump sublinha, contudo, que trangêneros que "possam precisar de tratamentos médicos sérios, como medicamentos ou cirurgia, são desqualificados para servir no exército, salvo em circunstâncias excepcionais".

"Revogo o meu memorando de 25 de agosto relativo aos indivíduos transgêneros no exército", indica o curto comunicado, referindo-se ao documento ordenando ao Pentágono que deixasse de recrutar pessoas transgênero.

"O secretário da Defesa e a secretária da Segurança Interna, no caso da guarda-costeira, podem exercer a sua autoridade para aplicar qualquer decisão sobre o serviço de indivíduos transgêneros nas forças armadas", acrescentou Donald Trump.

O chefe de Estado norte-americano tinha anunciado numa série de 'tweets', no fim de julho, que tencionava proibir as pessoas transgênero de servir no exército, num recuo em relação ao anúncio emblemático feito pelo seu antecessor democrata, Barack Obama, que decidiu que o exército deveria começar a acolher recrutas transgênero em 01 de julho de 2017.

Na sexta-feira à noite, o Pentágono divulgou o relatório enviado por Mattis ao Presidente, no qual o secretário da Defesa faz a distinção entre as pessoas transgênero que querem mudar de sexo ou já o fizeram e as que se identificam com um sexo diferente daquele com que nasceram sem, todavia, pretenderem fazer tratamentos médicos com vista a uma mudança de sexo.

As primeiras não serão autorizadas a entrar nas filas do exército, ao passo que as segundas poderão aí servir, tal como as restantes (homens e mulheres hétero e homossexuais). Com informações da Lusa.

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