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Teresina acolhedora: a alegria de quem se deixou contagiar pelo afeto

Fonte: Redação | Editor: Alinny Maria 16/08/2017 08:00
Teresina completa 165 anos Teresina completa 165 anosFoto: Divulgação

Quem vem a Teresina sempre pensa em retornar. Isto porque a cidade, conhecida como acolhedora, tem na hospitalidade do seu povo um dos maiores atrativos. Família, amigos, trabalho, diversão, não importa o motivo, Teresina sabe receber seus visitantes. Muita gente veio e resolveu ficar de vez. E hoje, quando “menina/mulher” completa 165 anos, o PiauíHoje conta histórias de quem veio, gostou e fez desta terra sua morada.

Nayranne Cavalcante e David Capucho de longe e encontraram oportunidades para viver em Teresina. Até nos momentos difíceis, a capital é generosa. Há seis anos, Nayranne veio para cá para tratar sua filha, que foi diagnosticada com leucemia.

“Vim para cá porque aqui o tratamento era mais animador e com bons resultados, por isso decidi fazer o tratamento dela aqui. Mesmo com a perda da minha única filha, neste ano, eu podia ter voltado para a minha terra natal, no Maranhão, mas escolhi ficar. Teresina me conquistou, aqui eu tenho lembranças ruins do sofrimento dela, mas as maiores lembranças são as de alegrias e posso encontrar em cada parte desta cidade as pessoas que nos acolheram, tudo é um pouco da minha filha, porque é como se ela ainda estivesse viva. Minha filha escolheria Teresina para morar”, conta Nayranne.

Nayranne e a filha, Maria Fernanda Nayranne e a filha Maria Fernanda

Já David veio de muito longe e o amor o trouxe até Teresina em 2013. Natural de Faro, em Portugal, David conheceu uma teresinense e casou-se com ela. “Eu já queria emigrar para outro país, então, juntei o útil ao agradável e foi aí que resolvi me aventurar em uma nova vida fora do meu país de origem”, relata David.

Entre os demais motivos que mantiveram Nayranne e David até os dias de hoje em Teresina, o acolhimento foi o maior deles. Nayranne diz que se sentiu protegida e isto a fez escolher viver e conquistar os objetivos na capital piauiense. David conta que os moradores daqui o acolheram de braços abertos e isso o faz gostar da cidade.

“Viver em Teresina é bom, existe um leque de oportunidades para quem realmente quer fazer alguma coisa da vida pessoal e profissional. O que mais gosto daqui são as festas que têm em várias épocas do ano, em especial o Corso de Teresina, é muita festa e diversão, o povo é animado”, conta David.

David e esposa David e esposa

O ponto negativo de Teresina, tanto para Nayranne como David, não é o calor, mas sim a violência nas ruas. “O que ne incomoda, na verdade, o que incomoda a todos, com certeza, é a violência. A falta de mais atenção às menores classes também incomoda”, diz Nayranne.

“Na cidade o que mais me incomoda é a falta de infraestrutura e a falta de segurança nas ruas, não podemos mais nem sair porque corremos o risco de assaltos”, lamenta David.

Questionados se pretendem mudar de cidade, ambos disseram que não. ”O que mais gosto em Teresina com certeza são as pessoas, são seres humanos lindos, acolhedores e solidários. Eu não penso em ir embora, pretendo ficar em Teresina”, frisa Nayranne.

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