Polícia

Ex-PM, segurança de prefeito, tentar matar jornalista; veja o vídeo

PMs não apreenderam a arma do segurança, que é ex-policial militar
Fonte: Portalcorrente/facebook | Editor: Paulo Pincel 08/10/2017 19:05
Cristiano Setrangni, o tiro na porta do carro e as lesões no corpo da vítima Cristiano Setrangni, o tiro na porta do carro e as lesões no corpo da vítimaFoto: Montagem

A Corregedoria da Polícia Militar do Piauí vai instaurar um IPM (Inquérito Policial Militar) para apurar a denúncia de omissão de PMs após tentativa de homicídio contra o jornalista e estudante de Direito Cristiano Setrangni, na tarde de sexta-feira (6), no mercado público de Corrernte. As ameaças, agressões e tentativa de homicídio foram praticadas por Edilson Barreira Sales, ex-policial militar e segurança do prefeito Murilo Mascarenhas Ribeiro. O prefeito nãos e manifestou sobre o incidente.

A violência foi testemunhada por dezenas de pessoas que estava no mercado. O ex-policial atirou contra o jornalista depois de agredi-lo com uma cadeira. A bala ficou alojada na porta do carro da vítima. O motivo da tentativa de homicídio é desavença política. A PM foi chamada e nada fez, mesmo o jornalista insistindo que o ex-policial tinha atirado contra ele e que a arma continuava no carro.

Um vídeo gravado pela vítima mostra o segurança saindo do carro e agredindo o repórter na frente dos policiais militares, que nada fizeram para evitar a violência. Ao invés de fazer a busca da arma no carro do segurança, os PMs mandaram o jornalista e a esposa ir embora. O casal foi direto para a delegacia registrar um Boletim de Ocorrência.

“Eu estava esperando em pé a minha esposa quando ele me pegou por trás e me deu uma porrada. Quando eu virei, ele apontou a arma em minha direção. Eu então chamei a polícia e, ao ver que eu estava com o celular, ele veio novamente para cima de mim, só que dessa vez com um banco de madeira. Ao me defender da coronhada eu acabei machucando a minha mão. Então depois das pessoas o afastarem, eu fui para a frente da feira com meu carro e abri a porta. Ele veio de novo em minha direção e disse que eu iria morrer”, contou o jornalista.

“Na delegacia foi constatado o tiro no meu veículo e também fiz o exame de corpo delito, mas o agressor ainda não foi preso”, denunciou o jornalista, que vai denunciar o caso ao Ministério Público e à Corregedoria da PM.

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