Política

PSC acusa ex-vereador de barganhar apoio por cargos

Tiago Vasconcelos foi retirado sumariamente da presidência do PSC no Piauí
Fonte: PSC | Editor: Paulo Pincel 19/11/2017 11:56
Vereador Tiago Vasconcelos (PSC) Vereador Tiago Vasconcelos (PSC)Foto: Reprodução/PRB

O Partido Social Cristão divulgou uma nota de esclarecimento ao público para justificar a saída "sumária" do ex-vereador Tiago Vasconcelos da presidência do PSC no Piauí. O novo presidente do diretório estadual do PSC é o advogado e empresário Valter Alencar Rebelo, recém-filiado ao partido e pré-candidato ao Governo do Estado em 2018.

A nota é bastante incisiva e acusa o vereador de barganhar o apoio do PSC em troca de cargos no governo Wellington Dias “sem o conhecimento e anuência da Executiva Nacional”. A nota menciona um encontro de Tiago Vasconcelos, com o governador Wellington Dias (PT), do qual participaram o deputado estadual Fernando Monteiro e o presidente nacional do PRTB, Levy Fidelix, para negociar o apoio do PSC para a reeleição do petista em 2018 sem o conhecimento e anuência da Executiva Nacional do PSC.

“Essa postura do partido era de pleno conhecimento do ex-presidente que, mesmo assim, agiu de forma leviana e ignorou as orientações defendidas pelo partido. Foi essa a manobra, que representa uma prática da velha política e que é combatida pelo PSC, que ocasionou a saída sumária do ex-presidente Tiago”, denuncia a nota da Executiva.

A íntegra da nota :

Em razão das manifestações do ex-presidente do PSC-PI à imprensa, é necessário fazer os seguintes esclarecimentos : o governador do Piauí tentou cooptar a legenda do PSC por meio de manobra em conjunto com o ex-presidente Tiago Vasconcelos sem o conhecimento e consentimento dos demais membros do partido. Cumpre mencionar que com esse m o ex-presidente e ex-vereador Tiago Vasconcelos participou de um encontro promovido pelo deputado Fernando Monteiro (PRTB), o Presidente Nacional do PRTB, Levy Fidelix, e o Governador Wellington Dias (PT), a fim de fechar acordo para as eleições de 2018 sem o conhecimento e anuência da Executiva Nacional do PSC. Essa possibilidade de acordo vai contra o direcionamento anteriormente firmado pelo PSC o que era de pleno conhecimento do ex-presidente que, mesmo assim, agiu de forma leviana e ignorou as orientações defendidas pelo partido. Esse tipo de "acordão" é manobra conhecida da velha política e não compete a ninguém de forma isolada fazer tratativas nesse sentido. O ex-presidente agiu em desconformidade, às escondidas e surpreendeu todo o PSC com sua atitude desleal. O governador indica nomes ligados ao ex-presidente Tiago para cargos comissionados, na tentativa de firmar uma espécie de acordo para as próximas eleições. Essa tentativa de acordo estava sendo conduzida totalmente sem respaldo da direção do partido que não lhe daria aval de nenhuma forma. Foi essa a manobra, que representa uma prática da velha política e que é combatida pelo PSC, que ocasionou a saída sumária do ex-presidente Tiago. Comissão Executiva Nacional do PSC. 18.11.2017”.

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