Política Nacional

PSB anuncia apoio a Fernando Haddad no 2° turno

O partido disputará o segundo turno da eleição ao governo paulista com o governador Márcio França contra o tucano João Doria
Fonte: Valor Econômico | Editor: Redação 08/10/2018 14:30
Haddad HaddadFoto: DCM

O PSB reúne sua executiva nacional nesta terça-feira (9) em Brasília para ratificar o apoio ao petista Fernando Haddad no segundo turno da eleição presidencial. Mas há na direção da legenda uma preocupação sobre como esse apoio ao PT pode se refletir em São Paulo, que se tornou um bastião bolsonarista. O partido disputará o segundo turno da eleição ao governo paulista com o governador Márcio França contra o tucano João Doria, que já declarou apoio a Jair Bolsonaro (PSL).

Nos últimos anos, o partido fez uma "limpeza" em seus quadros, retirando aqueles que apoiavam o governo Michel Temer e retornado ao campo da centro-esquerda, que está na raiz da legenda. Em 18 de setembro, o presidente do PSB, Carlos Siqueira, expulsou o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, por haver anunciado apoio ao ex-capitão do Exército. "Não creio que alguém tenha dúvida sobre qual será a posição do PSB, mas não posso antecipar isso antes da reunião de amanhã", disse Siqueira.

O dirigente comemora o bom desempenho da legenda na votação de ontem. O partido, que governa três Estados (Pernambuco, Paraíba e São Paulo), elegeu três governadores em primeiro turno e colocou mais quatro na segunda rodada da eleição. Dos atuais governadores socialistas, apenas Márcio França (SP) não foi eleito em 2014. Ele herdou o cargo de Geraldo Alckmin e, com uma arrancada na última semana, acabou superando o emedebista Paulo Skaf.

França não deve declarar apoio ao PT, mas tampouco endossará a candidatura de Bolsonaro. Segundo o deputado federal Júlio Delgado (PSBMG), o candidato terá que modular seu discurso para angariar os votos petistas com aqueles que votaram em Bolsonaro mas rejeitam João Doria.

"Ele [França] pode não declarar apoio ao PT, mas sabe que precisa dos votos deles para que possa ganhar a eleição", afirmou. Ele admitiu que, dada a importância de São Paulo, isso pode ter influência sobre o tom do apoio do PSB a Haddad em nível nacional. "Pode ser que chegue a um apoio mais discreto, mas sabendo que não tem nenhum caminho para a gente ir com o Bolsonaro nacionalmente", disse Delgado.

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