Educação

Cresce a inadimplência no ensino superior privado do Piauí

Fonte: Da Redação 27/06/2017 09:46
Educação EducaçãoFoto: Reprodução/google

A inadimplência no ensino superior privado continua em alta. Em 2016, foi registrada uma nova alta no número de alunos com mensalidades atrasadas. Segundo o Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp), no ano pasasdo o atraso maior que 90 dias foi registrado em 9% das mensalidades que foram pagas. O valor é o maior desde 2010. Naquele ano a inadimplência foi de 9,6% considerando mensalidades pagas com atraso acima de 90 dias.

A tendência de alta foi mantida porque em 2015, o índice de inadimplência do setor foi de 8,8%. Para o advogado Leonardo Airton Soares, especialista em Direito Empresarial, uma das explicações para o problema é a crise econômica, motivada pela crise política do país.

“Por vezes a família paga as mensalidades para que este estudante possa se manter nas instituições de ensino superior privadas. Com a perca do trabalho há uma queda na renda e uma dificuldade para honrar compromissos, como os pagamentos das mensalidades”, disse.

A pesquisa realizada pelo Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp) mostra ainda que instituições com até dois mil alunos, consideradas de pequeno porte, são as que menos sofreram com a inadimplência de até 30 dias. Contudo, estas instituições foram as que registraram maior crescimento na taxa de inadimplência em mensalidades com mais de 90 dias de atraso. Instituições de médio porte, que possuem entre dois mil e sete mil alunos apresentaram as menores taxas para atrasos desde o início da pesquisa, em 2006.

“A redução do número de novos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) leva também ao aumento da inadimplência. Entrou muito menos gente com financiamento e tendo que arcar com pelo menos uma parte da mensalidade”, analisa Leonardo Airton Soares. Segundo a Semesp, entre 2014 e 2016, o número de estudantes que ingressaram no ensino superior com o Fies caiu de 730 mil para 200 mil. As projeções do Semesp apontam que em 2017 a inadimplência deverá ficar em torno de 9,2%.

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