Saúde

HGV realiza procedimento inédito em jovem com leucemia

O trabalho multidisciplinar foi fundamental para obter o melhor resultado para o paciente.
Fonte: CCOM | Editor: Redação 17/08/2017 13:54
Hospital Getúlio Vargas Hospital Getúlio VargasFoto: Ascom/HGV

O Hospital Getúlio Vargas (HGV) realizou mais um procedimento inédito de embolização, só que agora do baço, para tratamento em um jovem de 17 anos, portador de leucemia aguda. O procedimento foi realizado pelo cirurgião vascular Nilo Luiz, com a participação do médico residente Laurino Neto. O caso está sendo acompanhado por uma equipe multidisciplinar sob a coordenação da médica gastroenterologista Jozelda Duarte.

O paciente é R.P.S, 17 anos, que há 7 anos luta com leucemia aguda. Natural do Maranhão, Rosenir Sousa, mãe de R.P.S, conta que teve que se mudar para Teresina para tratar o filho que já teve várias reincidências da doença. Ela relata que, em Teresina, foi possível descobrir o que o filho tinha e obter os melhores meios de tratá-lo. Com muita fé, Rosenir espera que o filho melhore, para poder voltar à escola.

Segundo Jozelda Duarte, que acompanha o caso, trata-se de um paciente com cirrose hepática sem causa definida, evoluindo com destruição das séries sanguíneas em decorrência do baço aumentado. “Este jovem sofre também de leucemia aguda e não estava conseguindo realizar quimioterapia, pois o baço ‘destruía’ as células sanguíneas e agravava, ainda mais, a sua condição. Assim que recebi o reencaminhamento para avaliar a retirada do baço por cirurgia convencional, discutirmos em equipe com a cirurgia vascular, então, optamos por um procedimento menos invasivo”, explica a médica.

O cirurgião vascular que realizou a intervenção, Nilo Luiz, relata que o paciente necessitava fazer uma esplenectomia (retirada cirúrgica do baço). Porém, o mesmo não tinha condições clínicas para tal procedimento, pois estava anêmico e com as plaquetas muito abaixo do normal (necessárias para a coagulação).

“Devido a esse alto risco cirúrgico, optamos pela embolização do baço. Realizamos então o acesso guiado por ultrassom pela artéria femoral (localizada na virilha) e, por meio dela, subimos um cateter até a artéria esplênica onde foram seletivados os ramos que irriga o baço e injetadas partículas para causar isquemia do órgão”, descreve o cirurgião.

Segundo Nilo Luiz, “já no pós-operatório foi constatada uma melhora do paciente, com aumento do número de plaquetas e uma redução da anemia”.

A gastroenterologista Jozelda Duarte faz uma análise do sucesso do procedimento e diz que o mesmo deve-se, principalmente, à interação das clínicas. “O trabalho em equipe e multidisciplinar foi fundamental para obter o melhor resultado para o paciente”, destaca a médica.

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