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Franzé tenta evitar despejo de 45 famílias de assentamento

Desde ontem, policiais e oficiais de justiça estão no local para cumprir a ordem de despejo
Fonte: Piauí Hoje | Editor: Alinny Maria 19/03/2019 11:46
Deputado Franzé tenta evitar ordem de despejo no Assentamento Jacarandá Deputado Franzé tenta evitar ordem de despejo no Assentamento JacarandáFoto: Colaborador Piauí Hoje

Policiais militares e oficiais de Justiça estão no segundo dia consecutivo no Assentamento Jacarandá no povoado Tapuia, região da Cacimba Velha, na zona rural de Teresina, para darem cumprimento a ordem de despejo. Cerca de 45 famílias vivem no local e é destas terras que garantem o sustento de toda a família por meio da roça. Desde ontem, as equipes querem que a propriedade seja totalmente desocupada, mas alguns moradores do local não têm ainda para onde ir.

Na manhã de segunda-feira, (18), o deputado estadual Franzé Silva (PT) esteve no local para dar apoio às famílias e buscar soluções. Franzé tentou dialogar com os oficiais de justiça, que falaram que estão ali apenas para cumprir seu trabalho.

“Peço para não cumprir (a ordem de despejo) mas que vocês nos dessem uma trégua de 24 ou 48 horas para que eu possa ver junto ao Governo, junto ao prefeito as medidas cabíveis que ainda couber no processo”, diz o deputado aos oficiais de Justiça que estão no local.

Um dos oficiais de Justiça diz que o processo obedeceu a todo o tramite legal e que foi consumado para obedecer a desocupação ainda em dezembro. “Além dos 15 dias que foram dados para a desocupação voluntária, ainda teve todo esse tempo e então não tem como a gente suspender a ordem sem uma decisão ou da juíza ou do tribunal”, explica o oficial de justiça.

O deputado estadual disse que ainda hoje vai colocar o caso na assessoria jurídica para tomar conhecimento do processo e fazer as ações necessárias. “Vamos buscar através da defensoria o histórico desse processo e no que for possível, lá na Assembleia, estar do lado de vocês. Estamos juntso nessa luta e minha preocupação é com os mais pobres, com aqueles que querem teto e terra para trabalhar”, diz o deputado.

A desocupação do terreno foi determinada por decisão liminar (provisória) da juíza Maria das Neves Ramalho. A magistrada atendeu o pedido em ação movida por Sandra Maria Sousa Damasceno e Adonai Fernandes de Carvalho, que dizem serem donos do imóvel.

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