Polícia

Reprovado no exame psicológico, capitão entrou na PM via Justiça

Alisson Wattson deve perder a farda em 60 dias, avisa comandante-geral
Fonte: PM-PI | Editor: Paulo Pincel 31/10/2017 21:50
Comandante da Polícia Militar do Piauí, coronel Carlos Augusto Comandante da Polícia Militar do Piauí, coronel Carlos AugustoFoto: Alinny Maria

Sem esconder o constragimento pelo crime cometido pelo capitão-PM Allisson Wattson da Silva Nascimento, lotado no 8º Batalhão da Polícia Militar – no bairro Dirceu Arcoverde, o comandante-geral da Polícia Militar do Piauí, coronel Carlos Augusto, afirmou em entyrevista na TV, na noite desta terça-feira (31), que "se eu pudesse, faria um pedido de desculpas públicas à família" de Camila Pereira de Abreu, morta sem chance de defesa pelo oficial. "Porque sabemos a dor que eles estão passando".

Carlo Augusto lembrou que à Justiça cabe julgar o crime e punir o culpado na forma da lei. E voltou a garantir que não haverá corporativismo; que o capitão deverá ser expulso da PM em até 60 dias, como vem acontecendo com quem cometeu crime semelhantes contra a vida, " o bem maior que o ser humano possui". O coronel lembrou que além do processo criminal, o oficial vai responder um inquérito policial militar e deverá perder a farda.

Carlos Augusto foi questionado se o capitão que matou a namorada com um tiro de pistola no rosto tinha sido reprovado no exame psicológico quando ingressou na Polícia Militar por força de uma decisão judicial. Carlos Augusto confirmou que Alisson Wattson foi reprovado e, como juitos outros candidatos, conseguiu na Justiça ser admitido pela PM, onde estava há 15 anos.

Matéria original postada às 11h13 desta terça-feira (31/11)

O comandante-geral da Polícia Militar do Piauí, coronel Carlos Augusto, garantiu na manhã desta terça-feira (31), que não haverá corporativismo em relação à conduta criminosa de qualquer policial militar, seja oficial ou praça. “Um caso grave como esse não requer corporativismo, temos que cumprir a legislação, o que for determinado pelas leis vamos fazer de forma bem transparente”.

Segundo Carlos Augusto, a sociedade piauiense pode ter “absoluta certeza” de que, em sendo confirmado que o capitão Allisson Wattson da Silva Nascimento, lotado no 8º Batalhão da Polícia Militar – no bairro Dirceu Arcoverde – é o autor do homicídio contra a estudante universitária Camila Pereira de Abreu, não haverá corporativismo ou compaixão. “Pode ter absolutíssima certeza que isso não irá ocorrer, podem acompanhar”.

“Quem pune é a Justiça. No que diz respeito a ele ser um policial militar, nós temos uma série de procedimentos que adotaremos de forma bem transparente, para que todos acompanhem, até para dar exemplo para instituição. O fato é que desde sábado, a gente acompanha o desaparecimento dessa jovem com muita dor. Quem causa uma dor como essa não pode retornar as ruas tão cedo, seja quem for”, entende o coronel.

Segundo o comandante, a Polícia Militar costuma punir bem antes que a Justiça comum se manifeste. “O caso está entregue ao delegado Barêtta, que eu não tenho dúvida que será esclarecido. O que podemos adiantar é que logo após ser identificado como autor do crime é aberto um processo na Justiça comum por homicídio e é aberto um conselho na Polícia (Militar) para exclusão deste elemento da Polícia Militar”.

Carlos Augusto lembrou que nos últimos casos, em que policiais militares se envolveram em crimes desse tipo, todos foram destituídos da corporação. “Ele deve responder - se confirmado - na Justiça (Comum) em júri popular ou por outro meio em que for esclarecido. E na Polícia Militar responderá em um prazo rápido, que é 60 dias, no máximo. É importante deixar claro que mesmo tendo mais de 10 anos de Polícia Militar, em 60 dias ele pode perder a farda”, avisou.

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