Mundo

Coalizão chefiada pelos EUA deixa 30 crianças mortas na Síria

Ao combater o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia), a coalizão liderada pelos EUA matou pelo menos 84 civis, incluindo 30 crianças
Fonte: Sputnik News | Editor: Redação 25/09/2017 09:14
Síria SíriaFoto: CNN.com

Em um relatório da Human Rights Watch (HRW, sigla em inglês) foi comunicado que a coalizão chefiada pelos EUA causou a morte de pelo menos 84 civis, dentre eles 30 crianças, ao realizar dois ataques aéreos perto de Raqqa em março.

Ao combater o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia), a coalizão liderada pelos EUA matou pelo menos 84 civis, incluindo 30 crianças, durante ataques aéreos perto de Raqqa, a Human Rights Watch disse em um relatório na segunda-feira (25).

"Em março, dois ataques aéreos perto de Raqqa, na Síria, mataram pelo menos 84 civis, incluindo 30 crianças, fazendo com que aumentassem as preocupações de que a coalizão dos EUA, que luta contra extremistas do Daesh, não teria tomado medidas preventivas necessárias para minimizar perda de civis", afirma a Human Rights Watch em comunicado oficial para anunciar publicação do relatório.

As conclusões foram baseadas em investigações nos locais de ataque, ou seja, em duas cidades a oeste de Raqqa: uma em uma escola que foi usada como abrigo por famílias em Mansour no dia 20 de março, e a segunda em um mercado e padaria em Tabqa em 22 de março.

De acordo com a Human Rights Watch, os combatentes do Daesh estavam nas duas localidades, assim como muitos civis.

"A coalizão tem que realizar investigação imparcial e detalhada dos ataques, fazer todo possível para prevenir ataques semelhantes e fornecer recompensa ou pagamentos de condolência às pessoas que sofreram perdas por causa das operações da coalizão", conclui a organização.

A Força-Tarefa Conjunta Combinada da coalizão dos EUA reconheceu ter atingido a escola de Mansour, achando que seria um quartel-general e armazém de armas do Daesh, onde não haveria nenhum civil presente.

A coalizão afirmou que estava ainda investigando as alegações de que a aeronave matou dúzias de civis na sequência do ataque no mercado de Tabqa.

"Estes ataques mataram dezenas de civis, inclusive crianças, que buscavam abrigo na escola ou queriam comprar pão na padaria", indica Ole Solvang, vice-diretor das situações de emergência da Human Rights Watch. "Se as forças da coalizão desconheciam haver civis no local, então eles devem rever minuciosamente a eficácia de sua inteligência na verificação de alvos, pois, obviamente, não foi boa o bastante".

A Força-Tarefa Conjunta Combinada — Operação Resolução Inerente (CJTF–OIR) disse à Sputnik que a coalizão no Iraque e Síria está analisando o relatório da HRW sobre a morte de civis nos dois ataques aéreos em questão.

"A coalizão agora está avaliando estas alegações. O relatório da CJTF–OIR de setembro sobre as vítimas entre civis tem que ser publicado na próxima semana e vai dar o estatuto atual destas alegações", disse a assessoria de imprensa.

A lei internacional requer que todas as partes em conflito tomem as medidas preventivas para que não haja vítimas civis.

A Human Rights Watch documentou os ataques prévios da coalizão contra os civis na Síria, incluindo o de 16 de março de 2017 contra uma mesquita perto de al-Jinah, a oeste de Aleppo, que levou à morte de dezenas de civis.

Comentários

Matérias Relacionadas