Esportes

Bob Burnquist inicia movimento pela legalização da maconha

Militante da causa em suas redes sociais, lenda do skate reforça que erva funciona como analgésico e não como estimulante
Fonte: globoesporte.com | Editor: Redação 28/02/2019 14:30
Legalização da maconha no esporte Legalização da maconha no esporteFoto: Instagram / Bob Burnquist

Um dos maiores nomes do skate mundial de todos os tempos, Bob Burnquist iniciou, recentemente, um movimento pela legalização da maconha dentro do esporte. Utilizando ativamente suas redes sociais para falar sobre o tema, Bob vem reforçando que a erva Cannabis possui propriedades analgésicas, que poderiam ser utilizadas no tratamento de dores crônicas e lesões.

Em entrevista à ESPN, o presidente da Confederação Brasileira de Skate (CBSk) destacou ainda que a maconha não traz nenhum benefício de performance ao atleta. Mesmo sem ser um estimulante, a erva está entre as substâncias proibidas pela Wada, a Agência Internacional Antidoping.

– Quero liderar os estudos, montar uma comissão e fazer um movimento de ir à Wada debater isso. É evidente (que a Cannabis) não melhora performance, mas melhora, sim, e muito, a sua dor, sem precisar da p… de um opioide. É uma oportunidade que o skate está tendo de liderar um movimento, mantendo assim, inclusive, a nossa identidade de contestar, além de não nos matarmos com drogas muito mais perigosas - disse Bob na entrevista.

Em postagem recente, Bob lembrou que os 13 estados americanos que liberaram o uso medicinal da maconha tiveram redução de 24,8% no número de mortes por uso excessivo de medicamentos opioides. O skatista revelou também que já utilizou óleo de canabidiol no tratamento de lesões.

- Em toda minha carreira como esportista, já quebrei 37 ossos e articulações. E as recuperações sempre foram acompanhadas de muitas, muitas dores. (...) Só eu sei as dores que passei e o quanto o óleo do canabidiol, por exemplo, me ajudou nessas horas, mesmo antes de as pesquisas científicas comprovarem a sua eficácia para o tratamento da dor, entre outras enfermidades - escreveu Bob Burnquist em uma postagem.

Em abril do ano passado, Pedro Barros foi reprovado por uso de derivado de maconha, após exame antidoping realizado durante o Vert Jam, em Itajaí (SC). No fim do ano, no Prêmio Brasil Olímpico, Pedrinho admitiu o uso recreativo da erva, mas frisou que pretende se adaptar às regras estabelecidas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para disputar os Jogos de Tóquio 2020.

- Para mim, o skate é uma forma de arte. É basicamente falar que músicos, artistas, desenhistas, pintores não usaram algo ilícito. Não existe. Foram formas de abrir a mente para quebrar barreiras e fazer algo completamente diferente. No skate, vai sempre existir esse lado. No momento que eu soube da situação das Olimpíadas e que eu decidi participar, estamos sabendo das regras e decididos a mudar nosso estilo de vida para conseguir fazer parte desse momento de agora - comentou.

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