Especiais

Baretta já foi delegado de Cajueiro da Praia a Cristalândia

Com 37 anos de Polícia Civil, Francisco Costa revela o segredo da eficiência: trabalho
Fonte: Francisco Costa - Delegado | Editor: Paulo Pincel 16/09/2017 07:30
Delegado Francisco Costa, o "Baretta" Delegado Francisco Costa, o "Baretta"Foto: Paulo Pincel

Homem de poucas palavras, Francisco das Chagas Costa, o Barêtta, é um policial reservado, mas diz o que pensa quando necessário. Francisco é um cidadão dedicado à família e ao trabalho, onde chega cedo, por volta das 6h30, e é um dos últimos a sair, lá pelas 20... 22 horas, "dependendo da demanda". Coordenador da Divisão de Homicídio da Polícia Civil do Piauí, o Delegado Barêtta comanda cinco equipes na DH, cada uma chefiada por um delegado de carreira.

A Divisão de Homicídios será transformada em Departamento de Homicídios, que vai coordenar várias especializadas, inclusive a Delegacia de Proteção à Testemunha, que ainda não existe no Piauí - a minuta do projeto de lei está na Secretaria de Estado do Governo e deverá ser encaminhada ainda este ano para apreciação da Assembleia Legislativa.

Barêtta explica que a capital foi dividida em cinco territórios, com uma equipe para cada uma desses áreas de atuação, sendo responsável pela investigação do homicídios e latrocínio ocorridos nessa circunscrição. Cada equipe tem autonomia para atuar nas investigações, como se fosse uma delegacia. A equipe é composta por um delegado, um escrivão e vários agentes de Polícia Civil.

Sem meias palavras, o delegado reclama que Teresina não fabrica armamento e "nem essas armas caem do céu. Elas entram pelas fronteiras. Daí a necessidade de uma investigação apurada dos serviços de inteligência, um maior controle das polícias nessas divisas".

Barêtta revela que quase a totalidade dos crimes cometidos em Teresina e no Piauí tem ligações com o tráfico de drogas e a guerra de quadrilhas, apesar dos esforços da Secretaria de Segurança de coibir a ação dos traficantes. Ainda assim, o número de homicídios tem diminuído, segundo os dados premilinares da Polícia Civil.

Currículo invejável

Bacharel em Direito, com pós-graduação em Ciências Penais, Barêtta acumulou muita experiência em 37 anos de “efetivo serviço na gloriosa Polícia Cívil do Piauí”, como ele faz questão de destacar.

“Tenho cursos de aperfeiçoamento na Academia Nacional de Polícia, curso avançado em armas e táticas especiais ministrado pela SWAT – um dos comandos especiais da Polícia dos Estados Unidos -, estágio e aperfeiçoamento em repressão à entorpecentes e crime organizado, ministrado pela Polícia Nacional da França. Sou tutor dos cursos de local e isolamento de crime, investigação criminal e de homicídios, curso de ocorrências envolvendo bombas e explosivos da Secretaria Nacional de Segurança Pública SENASP”, citou alguns dos cursos de aperfeiçoamento dos quais participou nesse tempo.

Professor da Academia de Polícia Civil do Piaui (Acadepol), o delegado também participou e concluiu o curso de aperfeiçoamento e preparação à magistratura, ministrado pela Escola Superior da Magistratura.

“Já desempenhei à titularidade de quase todas as delegacias da capital, tanto distritais como especializadas, bem como ocupei a chefia de divisões e departamentos da Polícia Cívil. Também ocupei interinamente o cargo de delegado-geral da Polícia Cívil do Piauí. Fui designado delegado especial para apurar crimes de Cajueiro da Praia à Cristalândia. Instalei e foi o primeiro presidente da Comissão Investigadora do Crime Organizado no Estado do Piauí”, orgulha-se, do alto dos seus 55 anos. “Ou seja já percorri o nosso estado inteiro”.

Delegado Francisco Costa, o
Delegado Francisco Costa, o "Barêtta", 37 anos de Polícia Civil Foto: Paulo Pincel

Comentários