COVID-19

Entenda como é o fluxo de colaboradores e pacientes para evitar contaminações no Hospital

A estrutura do Hospital de Campanha Estadual foi organizada para evitar o cruzamento de profissionais desparamentados com pacientes e resíduos


Hospital de campanha

Hospital de campanha Foto: Divulgação

O Hospital de Campanha Estadual (HCE) foi criado em caráter emergencial para tratar apenas pacientes com Covid-19. Uma preocupação do hospital é evitar que os colaboradores se contaminem com a doença. Por isso, foi criado no hospital um sistema de fluxo de pacientes e colaboradores.
A estrutura hospitalar fica localizada na quadra do Ginásio Verdão, onde existem portas específicas para a entrada e a saída dos colaboradores. Já os túneis do verdão com várias salas e banheiros, que fica localizado abaixo da arquibancada, foi dividido em duas áreas.
“Durante a elaboração dos fluxos dos profissionais e dos pacientes, a gente tomou todo o cuidado devido, obedecendo as normas técnicas segundo a ANVISA, para evitar o cruzamento da área suja com a área limpa. Na área suja fica a rouparia, a central de lavagem, os banheiros dos pacientes e o necrotério. Na área limpa ficou o setor de nutrição, vestiários, refeitório dos colaboradores, sala de repouso e a parte administrativa do hospital”, explicou Herilane Cavalcante, enfermeira coordenadora da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).
Segundo Herilane Cavalcante, a rampa de acesso à estrutura hospitalar foi demarcada por faixas, onde cada uma indica a passagem específica de colaboradores paramentados e desparamentados, pacientes e resíduos. Na saída do hospital, há um local específico para a desparamentação e os profissionais devem sair pelo lado esquerdo. Já os resíduos saem pelo lado direito para evitar o cruzamento de profissionais com o lixo contaminado.
“Ao entrar no hospital, o colaborador se direciona ao setor que faz a entrega do kit do profissional, esse kit está diferenciado para cada setor em que o profissional irá atuar. No kit tem todo o Equipamento de Proteção Individual (EPI) necessário para o profissional e a roupa privativa. Ele se direciona ao vestiário para fazer a troca de roupas e logo após ele se direciona a área de paramentação, onde ele vai seguir todo uma sequência correta de como vai colocar os EPIs, bem como na área de desparamentação, tem todo um passo a passo de como deve retirar”, relatou a coordenadora.
Conforme Joel Rodrigues, coordenador geral do Projeto de Pesquisa Desenvolvimento e Inovação (PDI) da Universidade Federal do Piauí no HCE, um dos objetivos do hospital é garantir a segurança dos pacientes e dos colaboradores. Assim, tomando todas as medidas possíveis para evitar a contaminação por coronavírus.
“Essa é uma grande preocupação e a gente parabeniza por ter tudo padronizado, tudo claramente definido e como tem sido feito por parte da CCIH. A gente sempre vai alertando os colaboradores para nos momentos de descontração não baixarem a guarda, no que se diz a respeito à segurança deles próprios para evitar a contaminação”, afirmou.
O Hospital de Campanha Estadual possui 103 leitos, sendo 90 clínicos e 13 de estabilização. No momento, a unidade hospitalar possui 22 pacientes internados e 13 pessoas já receberam alta.

Próxima notícia

Dê sua opinião: