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Vice-governadora recebe representantes de comunidades quilombolas

Regina Sousa comprometeu-se a atender reivindicações e evitar fechamento de escolas.


Audiência

Audiência Foto: Ascom

A vice-governadora Regina Sousa recebeu, nesta sexta-feira (24), representantes de comunidades quilombolas, do movimento negro e do Observatório Quilombo que lhe entregaram um documento com várias reivindicações. O documento foi elaborado pelos participantes do Seminário Educação Quilombola realizado na última quarta-feira (22), em Teresina. 

A principal reivindicação é o pedido de ajuda para o não fechamento de escolas nas comunidades quilombolas pois, segundo os representantes, até o momento, foram fechadas 12 unidades escolares, a maioria de ensino fundamental, de responsabilidade dos municípios. Eles solicitaram ainda que o Governo do Estado realize o censo escolar quilombola e a regularização das terras.

A gerente de Promoção da Igualdade Racial e Enfrentamento ao Trabalho Escravo, Assunção Aguiar, explicou que o seminário, com a participação de representantes de 68 comunidades, foi realizado com base nas demandas e problemas enfrentados, sendo o principal deles a nucleação, o fechamento das escolas. No evento, foi mostrada a importância de se manter essas unidades em funcionamento. "Já foram fechadas escolas em municípios como Oeiras, São Raimundo Nonato, Amarante, São Miguel do Tapuio", informou Assunção Aguiar.

A professora Antonia Rodrigues, da comunidade Buriti, de Matias Olímpio, há 15 anos fundou uma escola que funcionava em uma casa de palha e que hoje está ameaçada de ser fechada, embora tenha 40 alunos no ensino fundamental e no Ensino de Jovens e Adultos. “Será um desrespeito para todos nós que lutamos para construir a escola”, reclamou a professora, afirmando que vai lutar para manter o funcionamento da unidade. 

A professora Tereza Duarte, da localidade Curralinhos, em Esperantina, conseguiu, com o apoio da comunidade, reabrir a escola quilombola. Ela disse que este foi um grande avanço, mas ainda há problemas como o difícil acesso à localidade e a escassez de água no período sem chuvas, pois o abastecimento é feito por meio de cisternas.

Após ouvir as reivindicações, a vice-governadora Regina Sousa informou aos representantes das comunidades quilombolas que os pedidos serão encaminhadas aos órgãos competentes. No caso das escolas, ela aconselhou os representantes a procurarem os Conselhos Municipais de Educação e o Conselho Estadual de Educação para pedir ajuda. 

Sousa se comprometeu a ajudar na regularização das terras e pediu que seja feito um levantamento com todos os processos em tramitação no Interpi para que ela mesma possa acompanhar o trâmite junto ao órgão.“O que eu puder fazer, principalmente com a questão da terra, vou ajudar. Esse é o meu compromisso”, declarou. 

Fonte: CCOM

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