NOVOS CARGOS

Seção Sindical Codevasf Sede do SINPAF denuncia a criação de cargos comissionados

Enquanto a pandemia do Coronavírus (COVID-19) avança, a Diretoria Executiva da Codevasf aproveitou esse momento que assola o Brasil e aprovou a resolução nº 400


Codevasf

Codevasf Foto: Divulgação

A Seção Sindical Codevasf Sede do SINPAF, em Brasília, denuncia a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) por alterar seu regimento interno para ampliar a quantidade de cargos comissionados em 55%, o que favorece a contratação por indicações políticas na empresa, privilegiando cada vez mais parentes e amigos dos parlamentares.

Enquanto a pandemia do Coronavírus (COVID-19) avança, a Diretoria Executiva da Codevasf aproveitou esse momento que assola o Brasil e aprovou a resolução nº 400, de 14/05/2020, dando início à criação de 29 cargos, sendo 21 comissionados e oito de carreira.

Atualmente, existem 38 cargos comissionadas na empresa. Questiona-se a necessidade de se criar mais 21 cargos, sendo que 12 desses serão disponibilizados para apenas duas superintendências que estão sendo criadas nos estados de Goiás e Tocantins.

“Por onde andam os princípios da moralidade e impessoalidade na Codevasf?", questiona José Roberto Rodrigues, presidente da Seção Sindical Codevasf em Brasília.
A resolução nº 400 já foi aprovada pelo Conselho de Administração da Empresa (Consad), em reunião do 25/05/2020, e está sendo encaminhada para Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest) para o veredito final e publicação de portaria.

A Seção relata ainda a incoerência da estatal de criar tantos cargos comissionados, já que a Companhia tem previsão de realizar concurso público neste ano. “Estamos com nosso quadro de empregados significativamente defasado e essa medida adotada pelos dirigentes, de criar cargos comissionados desnecessários, não resolve o problema da Codevasf”, diz Rodrigues.

“A pseudo ampliação do quadro de empregados por meio da resolução 400, na realidade, tem o objetivo apenas de criar cargos comissionados para serem ocupados por parentes de políticos e seus apadrinhados, prática corriqueira na Companhia", destaca o dirigente sindical.

Fonte: Comunicacao/Sinpaf

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