“Não vamos ficar com governante miliciano”, diz Grito dos Excluídos

A marcha protestante acontece na mesma via onde é realizado o Desfile Cívico Militar


Grito dos Excluídos em Teresina

Grito dos Excluídos em Teresina Foto: Reprodução/Facebook

Com o lema “Esse Sistema Não Vale”, o Grito dos Excluídos, formado pela união de diversos movimentos populares como Pastorais, Associações Estudantis e Sindicatos, invadiu a Avenida Marechal Castelo Branco para protestar contra o que consideram desmandos dos Governos Federal, Estadual e Municipal, na manhã deste sábado (07), em Teresina.

A marcha protestante acontece na mesma via onde é realizado o Desfile Cívico Militar com a presença do Exército, Escolas, Pelotões Mirins, entre outras instituições. Segundo a professora Albetiza Moreira, o protesto é a favor dos direitos da população. “É contra esse governo entreguista, inimigo da população, é pra derrubar o Bolsonaro que está destruindo o país, destruindo a vida dos trabalhadores e nós não vamos ficar com um governante miliciano que quer matar a população”, exasperou.

A fala de Vitória, estudante e representante da AMES (Associação Municipal de Estudantes Secundaristas de Teresina), mostrou preocupação com os cortes na Educação e o atual contexto da Amazônia. “A gente veio dizer porque esse sistema não vale, não vale um sistema que propõe que a nossa Amazônia vale menos e o lucro do empresário vale mais, não vale o nosso governo dizer que quer entregar as nossas universidades, pois a gente que é secundarista vai ter dificuldade para ingressar no ensino superior”, reportou.

Para Luís, presidente da Homo Lobus (Associação Piauiense de Familiares e Usuários de Álcool e outras Drogas), entidade criada fortalecer o protagonismo dos usuários e defender seus direitos, não há o que se comemorar no Dia da Independência do Brasil. “Estamos aqui, pois achamos que não existe momento para comemoração, nossa passagem por aqui é em protesto contra essa política de um governo excludente, cada dia é um desmonte na saúde e educação, pilares de qualquer governo, governo que não investe em saúde e educação quer o desmonte do país”, disse.

O manifestante informou que diversos medicamentos acessíveis aos dependentes químicos foram retirados das farmácias populares. “Cada dia que você chega numa farmácia, os medicamentos estão sendo cortados, medicamentos fundamentais para pressão alta, diabetes, importantes para nós que somos dependente de álcool e outras drogas”, protestou.

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