Flora propõe CPI no Congresso para apurar execução de Marielle

"Aqueles dois foram os executores. Nós queremos saber quem mandou matar”


Deputada estadual Flora Izabel (PT)

Deputada estadual Flora Izabel (PT) Foto: Paulo Pincel

A deputada Flora Izabel (PT) voltou a abordar a questão da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, executados a tiros no ano passado no Rio de Janeiro. A deputada Flora Izabel aprovou um requerimento solicitando que o Congresso Nacional instale uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar a responsabilidade pela execução da vereadora Marielle Francoe do motorista dela, Anderson Gomes.


“O presidente Jair Bolsonaro também precisa com urgência exigir uma solução para o crime com descoberta dos mandantes e a motivação da execução. “Aqueles dois foram executores, nós queremos saber quem mandou matar”, defendeu.

“Marielle era socióloga, vereadora, feminista, negra, eleita com mais de 46 mil votos na cidade do Rio de janeiro. Foi presidente da Comissão dos Direitos das Mulheres e de Direitos Humanos da Câmara Municipal do Rio. Era defensora dos direitos humanos e lutadora contra as milícias no Rio. Ela defendia o direito das mulheres, combatia o assédio dentro do transporte coletivo. Foi a autora da lei que criou as casas para abrigar crianças que de mães que trabalhavam a noite. Encampou o movimento contra a atuação das milícias e combatia o abuso do poder de polícia nas favelas. O Brasil e o mundo perguntam o que o governo federal, o que o governo de Jair Bolsonaro está fazendo depois de um ano para chegar aos mandantes da morte da vereadora”, acrecentou.

No dia 24 de março, lembrou Flora Izabel, completou um ano da morte da vereadora. “Aí somente depois que a Polícia Federal passou a investigar o crime é que se chegou aos dois assassinos que estão presos e investigados. A Mariele participou de uma roda de conversa de mulheres negras e ao sair foi covardemente assassinada juntamente com seu motorista. O que o Brasil e o mundo querem saber é que mandou matar Marielle. Uma semente que foi plantada e se expandiu no Brasil e no mundo. Uma lutadora que era combativa principalmente contra as milícias no Rio de janeiro”.

Flora Izabel também questionou os vínculos que a morte tem com as milícias e das milicias com a família Bolsonaro. Flora lembrou que o então deputado federal Jair Bolsonaro fez discurso na Câmara defendendo as milícias. Flávio Bolsonaro usou as redes sociais para difamar a juíza Patrícia Aciolly, executada a tiros por milicianos; e Carlos Bolsonaro tinha milicianos lotados no gabinete dele.

O deputado Franzé Silva (PT) pediu aparte para falar da preocupação que causa as ameaças sofridas por quem defende os direitos humanos. “A defesa dos direitos humanos virou uma situação de risco e não podemos ficar calados. É preciso despertar na classe política a preocupação com a integridade daqueles que defendem os direitos humanos

Flora Izabel citou a renúncia do deputado federal Jean Wyllys. "Recém-eleito, Jean Wyllys renunciou ao mandato para sair do país para não ser assassinado, depois de várias ameaças contra ele, na mesma época em que Marielle foi assassinada”, lembrou.

Fonte: Alepi

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