Assembleia deve se manifestar contra bloqueios do MEC, defende Francisco Limma

Limma propõe audiência pública para discutir a atual situação das instituições de ensino superior


Deputado Limma

Deputado Limma Foto: Ascom

O deputado estadual Francisco Limma, líder do governo na Assembleia Legislativa, convocou os parlamentares do Piauí a se manifestarem publicamente contra os bloqueios orçamentários do presidente Jair Bolsonaro junto às universidades.

"O decreto do Ministério da Educação gerou o bloqueio de 50% do orçamento da Universidade Federal do Piauí e 30% do orçamento do Instituto Federal previstos para este ano. Nós, parlamentares, precisamos nos manifestar publicamente contra isso e agir em defesa do Ensino Superior no Brasil, especialmente pelas instituições de ensino superior do Piauí", declara o deputado.

Durante pronunciamento no Plenário da Assembleia, nesta quarta-feira (8), Francisco Limma alertou sobre o impacto dos bloqueios na educação superior. "Isso ameaça não só atividades básicas de ensino, mas também a produção científica e atividades de extensão, que são essenciais à qualidade dos serviços prestados pelas instituições de ensino", explica.

O reitor da Universidade Federal do Piauí, Arimateia Dantas, afirmou, em entrevista coletiva, na terça-feira (7), que a instituição pode fechar as portas até o mês de setembro caso sejam mantidos os bloqueios.

De acordo com o reitor do Instituto Federal do Piauí (IFPI), Paulo Henrique Gomes de Lima, o bloqueio compromete a manutenção de vários serviços prestados pelo IFPI, incluindo serviços de segurança, transporte escolar, alimentação, moradia e programas de assistência estudantil para alunos em situação de vulnerabilidade social.

Francisco Limma propôs a realização de uma audiência pública para discutir o atual cenário da Educação Superior no Brasil, diante das contingências. "Vamos convidar todos os deputados, reitores e entidades de servidores, bem como toda a comunidade acadêmica. E encaminhar documentos ao presidente Jair Bolsonaro e aos parlamentares federais", finaliza o líder do governo.

Fonte: R2

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