BLINDAGEM
Da Redação
09 de junho de 2026 às 11:52 ▪ Atualizado há 1 hora
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, suspendeu as medidas cautelares impostas ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) no contexto das investigações relacionadas ao caso Banco Master. Com a decisão, o parlamentar volta a poder manter contato com seu irmão, Raimundo Neto e Silva Nogueira, também investigado no processo.
A informação foi divulgada pela coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. A proibição de comunicação entre os dois havia sido determinada anteriormente durante o andamento das investigações.
Medidas cautelares são flexibilizadas
Além de restabelecer o contato entre os irmãos, André Mendonça revogou outras restrições impostas a Raimundo Nogueira. Entre as medidas suspensas está o uso de tornozeleira eletrônica.
Segundo o entendimento do ministro, o monitoramento eletrônico não se mostra mais necessário na atual fase das apurações. Apesar da decisão, Raimundo continua impedido de deixar o país, já que seu passaporte permanece apreendido.
Nos bastidores jurídicos, a medida foi interpretada como um possível indicativo de flexibilização das restrições mais rigorosas aplicadas a investigados ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A avaliação é que a manutenção dessas medidas poderia ser questionada na Segunda Turma do STF, responsável pela análise de recursos apresentados pelas defesas.
Aliados de Ciro Nogueira sustentam que as cautelares anteriormente impostas eram excessivas e afirmam que tanto o senador quanto seu irmão têm colaborado com as investigações desde o início.
Operação apura supostas irregularidades ligadas ao Banco Master
Em maio deste ano, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao senador durante uma nova etapa da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master.
Entre as linhas de investigação está a suspeita de que Ciro Nogueira teria recebido recursos supostamente repassados por Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro. O parlamentar nega qualquer irregularidade e afirma que a operação tem como objetivo atingir sua imagem pública.
As apurações também investigam o suposto pagamento de despesas pessoais do senador, incluindo viagens realizadas em aeronaves particulares.
De acordo com documentos mencionados na investigação, Felipe Vorcaro teria participado de uma parceria que previa pagamentos mensais em benefício do parlamentar. Os valores teriam começado em R$ 300 mil e posteriormente aumentado para R$ 500 mil. Felipe chegou a ser preso temporariamente durante o avanço das investigações.
Empresa ligada ao senador também é alvo de apuração
Outro foco das investigações envolve a atuação de Raimundo Nogueira na administração da empresa CNLF, da qual Ciro Nogueira é sócio.
Segundo os investigadores, a companhia adquiriu por R$ 1 milhão uma participação societária em uma empresa vinculada a Daniel Vorcaro, cuja avaliação de mercado seria de aproximadamente R$ 13 milhões.
Quando a operação foi deflagrada, a defesa do senador divulgou nota repudiando “qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”.
Fonte: Brasil 247
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