Rodrigo Maia diz que não é hora de conflito sobre o fim das cotas

Não é hora da gente criar nenhum tipo de conflito na sociedade”,  sobre o possível fim das cotas


Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ)

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) Foto: © Reprodução / Fotos Públicas

Organizações antirracistas de todo o país e parlamentares negros participaram de encontro na manhã desta terça-feira (26), no gabinete do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A finalidade do encontro foi debater temas delicados à comunidade negra, como a Reforma da Previdência, o pacote anticrime proposto pelo ministro da Justiça Sérgio Moro e a política de cotas nas universidades e concursos públicos.

“Há uma ameaça concreta à política de cotas raciais nas universidades. Esse foi o primeiro motivo mobilizador desse encontro. Há um PL protocolado na Casa e isso nos assusta porque esta política é um ganho, uma conquista de muitos anos e muitas almas e lutas”, disse Douglas Belchior, da Uneafro Brasil e um dos articuladores do encontro.

Sobre as cotas raciais, o presidente da Câmara dos Deputados contou que era a favor das cotas sociais, mas que os resultados das ações afirmativas raciais foram “positivos” e que não é o momento de alterar essa política. 

“No passado, eu sempre defendi as cotas pelos cortes sócio-econômicos, mas foi vitorioso no Brasil nos últimos anos a cota racial que deu resultados positivos, e eu não acho que é a hora da gente fazer uma inversão nesse encaminhamento”.

Participaram do debate os parlamentares Áurea Carolina (PSOL-MG), Talíria Petrone (PSOL-RJ), Benedita da Silva (PT-RJ) e Orlando Silva (PCdoB-SP). 

Orlando Silva, outro articulador do encontro, fez uma avaliação positiva da agenda com Rodrigo Maia.

“Eu considero que foi uma reunião positiva. O presidente recebeu, se comprometeu a receber um grupo para avaliar os encaminhamentos dessas matérias. Valeu a reunião, mas ainda tem muito para construir”.

Os movimentos, entre eles Uneafro Brasil, MNU, Geledés, Núcleo de Consciência na USP, Círculo Palmarino, Festival Latinidades, Irohin, Educafro, entre outras, entregaram um documento com as principais preocupações e reivindicações da pauta da população negra brasileira. Confira o documento na íntegra.

Fonte: Marcelo Bolzan

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