Lula pode conseguir prisão domiciliar nesta terça-feira (23)

O STJ julga hoje o recurso de Lula contra a condenação no caso Triplex do Guarujá


Campanha Lula Livre

Campanha Lula Livre Foto: Ricardo Stuckert

Esta terça-feira (23) pode ser o dia em que o ex-presidente Lula deixe a sede da Polícia Federal em Curitiba (PR). o Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisa na tarde de hoje o recurso contra a condenação do ex-presidente no caso Tríplex do Guarujá. “Entre os desfechos possíveis para o julgamento estão a manutenção da prisão, a libertação de Lula ou a redução da sua pena, atualmente fixada em 12 anos e um mês de detenção - este último cenário pode abrir espaço para uma prisão domiciliar”, aponta reportagem de Mariana Schreiber, da BBC.

O site Brasil 247 destaca que Lula deixou o governo com crescimento de 7,5%, 87% de aprovação e saldo de 10 milhões de empregos. No ano passado, foi preso por reformas num apartamento que nunca chegou a comprar. Ainda segundo o 247, Lula foi preso para ser impedido de disputar uma eleição presidencial que venceria no primeiro turno e, por isso mesmo, é considerado um preso político pelos maiores juristas e intelectuais do Brasil e do mundo. Com a sua exclusão do processo eleitoral, o Brasil passou a ser presidido por Jair Bolsonaro, que tem dificuldades em ser recebido no mundo.

"A defesa de Lula nega as acusações e sustenta que há uma série de ilegalidades no processo. Se a maioria da 5ª Turma concordar com esses argumentos, o processo pode ser anulado, o que permitira a saída de Lula da cadeia. Outra possibilidade é o tribunal reduzir a pena de doze anos e um mês, o que poderia levar à substituição do regime fechado para prisão domiciliar ou semiaberto (em que o condenado pode deixar a prisão durante o dia para trabalhar). Lula continuará preso se o STJ confirmar a condenação ou agravar a pena determinada em segunda instância. A decisão definitiva do caso, porém, ainda dependerá do Supremo Tribunal Federal, onde a defesa apresentou um novo pedido de habeas corpus, além do recurso extraordinário que tenta reverter a condenação", informa ainda a jornalista. O cenário da prisão domiciliar parece ser o mais provável.

Fonte: Brasil 247

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