Com governo desarticulado, Centrão dá as cartas e força mudança em reforma

Na tarde desta quarta-feira (17), após o adiamento da votação da proposta na CCJ para a próxima semana, foi convocada uma reunião


Líder do PP negocia com governo alterações no texto da reforma da Previdência

Líder do PP negocia com governo alterações no texto da reforma da Previdência Foto: Congresso em Foco

As dificuldades do governo em unificar sua base de apoio no Congresso o obrigou a ceder ao Centrão - grupo formado por PP, PR, PRB, DEM e Solidariedade - e abrir espaço para negociar mudanças no texto da proposta de emenda à Constituição da reforma da Previdência. O grupo, núcleo mais próximo ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem dado as cartas e decidido os rumos da PEC. Vide o que aconteceu nos últimos dias na Comissão de Constituição e Justiça da Casa.

Na tarde desta quarta-feira (17), após o adiamento da votação da proposta na CCJ para a próxima semana, foi convocada uma reunião com o secretário especial da Previdência, Rogério Marinho, para tratar de alterações no texto, sem as quais, já se sabe que ele não será aprovado. Entre os convidados, destaca-se a presença do líder do PP, Arthur Lira (AL). O deputado foi chamado justamente para levar as exigências do Centrão.

Desde terça (16), em uma articulação que teve início liderada por Rodrigo Maia, o Centrão garantiu votar a favor da Previdência na CCJ, contanto que o relatório do Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG) sofresse alterações. O grupo pediu mudanças em cinco pontos: o fim da multa do FGTS paga a quem já é aposentado no caso de demissão; o abono salarial; a questão do Foro Nacional do Distrito Federal para a propositura de ações contra a União; a possibilidade de se alterar a idade máxima dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de projeto de lei complementar; além da desconstitucionalização da Previdência.

Logo após a reunião da CCJ desta quarta, Freitas negou que mudar seu relatório representasse derrota ao governo. “Não enxergo, absolutamente, nenhuma derrota para o governo. Ao contrário, estamos observando um governo que está disposto ao diálogo com o parlamento”, disse e completou: "Continuamos a entender que a proposta apresentada pelo governo é absolutamente constitucional, mas vamos discutir com os líderes.”

Fonte: Congresso em Foco

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