ESTELIONATO

Paulista é preso aplicando golpe do motoboy no interior do Piauí

Nesse tipo de golpe, o banco não faz ressarcimento do dinheiro perdido, uma vez que a vítima entrega por conta própria o cartão a terceiros


Secretaria de Segurança pede que as vítimas do suspeito o denunciem

Secretaria de Segurança pede que as vítimas do suspeito o denunciem Foto: Divulgação/Polícia Civil

Um paulista, cuja identidade não foi revelada, foi preso em flagrante no município de Altos suspeito de aplicar o 'golpe do motoboy', nova modalidade do crime de estelionato. A operação envolveu a Diretoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública (SSP-PI), Gerência de Polícia Especializada (GPE), Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRECO) e Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI).

De acordo com as investigações, nesse golpe, a pessoa recebe uma ligação de alguém que se apresenta como funcionário de banco, alegando que o cartão de crédito foi clonado e precisa ser substituído. Em seguida é solicitada a digitação da senha no celular e depois que seja quebrado ao meio o cartão supostamente clonado. 

Posteriormente, o golpista informa que um motoboy buscará o cartão inutilizado. Com o chip e os dados do cartão em mãos, os criminosos fazem compras em nome da vítima e outras transações bancárias.

O suspeito foi preso no município de Altos, com várias máquinas de cartão e levado a Central de Flagrantes de Teresina. O Gerente de Polícia Especializada, Delegado Mateus Zanatta, acredita que muitas pessoas já caíram no golpe. “Diante dessa prisão, esperamos que as vítimas possam procurar a Polícia Civil para realizar denúncia do caso e identificarmos todos os crimes praticados por ele”, disse.

O titular da DRCI, Delegado Anchieta Nery, alerta que “bancos e demais instituições financeiras não entram em contato por meio de SMS ou e-mail. E quando fazem contato telefônico, não solicitam entrega de cartões ou quaisquer documentos. A população deve ficar alerta.” Além disso, nesse tipo de golpe, o banco não faz ressarcimento do dinheiro perdido, uma vez que o crime não ocorre em nenhuma agência bancária e que a vítima entrega por conta própria o cartão a terceiros.

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