GOLPE DO MOTOBOY

Motoboy se passa por funcionário da Caixa e dá golpe em idosa de 76 anos em Teresina

Veja como funciona o 'golpe o motoboy' e saiba como se proteger


Motoboy se passa por agente da Caixa e aplica golpe em idosa no Parque Piauí

Motoboy se passa por agente da Caixa e aplica golpe em idosa no Parque Piauí Foto: Imagem enviada ao Piauí Hoje

A aposentada T.J.B ,76 anos, descobriu nesta sexta-feira (17/07) que caiu no 'golpe do motoboy', no qual criminosos se passam por funcionários de bancos e recolhem o cartão vítima, conseguindo realizar compras. A idosa entregou o cartão nas mãos de um motoboy na terça-feira (14/07), no bairro Parque Piauí, zona Sul de Teresina,  e teve o valor de R$ 2.059 retirado de sua conta bancária.

A filha de T.J.B, a professora Rafaela Morais, disse que só desconfiou que foi um golpe quando em conversa com a família foi avisada sobre esse tipo de crime que estava acontecendo em Teresina durante a pandemia.

"Na terça-feira, por volta das 9h da manhã, minha mãe recebeu uma ligação de uma pessoa que se passava por funcionário da Caixa e informando que tinham realizado duas compras nos valores de R$ 2 mil e  R$ 800 no cartão dela, na Lojas Americanas de Fortaleza. Disseram para ela não se preocupar porque já haviam bloqueado o cartão e que era para ela pegar uma tesoura e cortar o cartão no meio. Perguntaram se ela autorizava uma perícia no cartão dela para descobrir quem realizou a compra e que um funcionário da Caixa, usando crachá, iria passar na casa dela para recolher o cartão. Minhã mãe autorizou", explica Rafaela.

Assista ao vídeo do momento em que o motoboy chega a casa da idosa:


Rafaela conta ainda que quando sua mãe recebeu a ligação informando que o cartão tinha sido clonado e usado em compras em outro estado, a idosa pediu ajuda para uma sobrinha, que ligou para a Ouvidoria da Caixa Econômica por meio de um número que tinha no próprio cartão do banco.

"Minha prima me explicou que pegou o número que estava no verso do cartão da Caixa e perguntou sobre isso, se realmente um funcionário do banco iria passar para recolher o cartão e tal. A atendente da Caixa confirmou a história e nós ficamos seguros, autorizando a minha mãe a entregar o cartão para o motoboy. Já ontem a noite minha prima me ligou e disse que em conversa com meus tios, minha mãe caiu num golpe. Entrei no site da Caixa e li sobre os golpes, em que tinha um exatamente como esse. Me toquei que foi um golpe", disse a filha da idosa.

Na manhã de hoje, Rafaela foi até a casa da mãe e explicou a situação para ela. A professora recolheu imagens de câmera de segurança da casa de um vizinho em que mostra o momento em que o falso funcionário chega a residência e recolhe o cartão da idosa. Em seguida, elas foram para a agência da Caixa Econômica no bairro Parque Piauí e falaram com o gerente. Para a surpresa da família, o gerente disse que a Caixa não irá se responsabilizar pelo roubo do dinheiro.

"Eles vão ter que reaver o dinheiro da minha mãe. Minha prima ligou foi para ouvidoria da Caixa, que é o número oficial do banco e confirmou a história. Se clonaram o número da ouvidoria, se o sistema do banco é falho, eles têm que se responsabilizar. Dois mil reais para muita gente não é nada, mas para a minha mãe que é pobre e aposentada, é muito dinheiro", diz Rafaela indignada com a situação.

Investigação

Rafaela e sua mãe irão registrar um Boletim de Ocorrência ainda hoje. O golpe do motoboy tem aumentado em Teresina durante a pandemia do novo coronavírus. O delegado Anchieta Nery, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Internet (DRCI), vem investigando os casos. 

A maioria dos criminosos vêm de São Paulo para praticar golpes no Piauí. No final de junho, um paulista foi preso na cidade de Altos, no Norte do Piauí, com mais de 10 máquinas de cartão que são usadas para resgatar o dinheiro das vítimas. 

Como agem os golpistas?

O novo golpe envolvendo banco começou durante a pandemia e foi registrado em várias cidades de todo o país. No golpe do motoboy, tudo começa com uma ligação para o telefone da vítima. Os bandidos fingem que estão falando da central de segurança do cartão de crédito.  O falso atendente convence a vítima de que o cartão foi clonado e a partir daí o criminoso diz que precisa enviar um funcionário do banco para buscar o cartão, supostamente clonado, na casa da vítima. 

Com o cartão em mãos, os criminosos usam em maquinhas de cartão de empresas criadas em nomes laranjas, em que o valor em crédito ou débito já vai direto para a conta de um associado dos bandidos.

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