Sem acordo, alunos de faculdade não concluem período

O Sinpro divulgou uma nota desmentindo as informações repassadas pela Faculdade Internacional do Delta


Universitários/Imagem ilustrativa

Universitários/Imagem ilustrativa Foto: Mundo Vestibular

No dia 20 de dezembro de 2018, alunos e professores da Faculdade Internacional do Delta (FID), instituição de ensino privada situada em Parnaíba, no litoral do Piauí, procuraram o Piauí Hoje para denunciar o atraso de pagamento de salários que consequentemente ocasionou a greve de docentes da instituição. Alunos estão prejudicados e não conseguiram concluir o período 2018.2. 

Os professores estão em greve desde o dia 5 de dezembro e não há previsão para encerrar o movimento. A categoria denuncia a falta de pagamentos de salários, 13º, férias e falta de depósitos do FGTS e INSS, além de melhores condições de trabalho.  

Após a denúncia, a Faculdade Internacional do Delta se manifestou e disse que a faculdade não paralisou suas atividades, e que apenas 20% dos professores do curso de História aderiram ao movimento. 

Sobre o atraso de salários, a faculdade reconhece e informou que passa por dificuldades financeiras. “[...] embora a Instituição encontra-se em uma situação financeira difícil, fora realizado tentativas de negociação com o sindicato da categoria, vez que tem total interesse em concretizar com os pagamentos”, diz trecho da nota emitida pela FID. 

Já nesta sexta-feira (4), o Sindicato dos Professores e Auxiliares da Administração Escolar do Estado do Piauí (Sinpro/PI) enviou uma nota em resposta à faculdade e desmente algumas informações repassadas pela FID. 

Segundo a nota do Sinpro, a situação não equivale apenas a paralisação de alguns profissionais de um único curso, mas se trata de uma greve geral e por tempo indeterminado, deflagrada em assembleia geral da categoria e realizada nos moldes legais em decorrência do não pagamento de três meses de salários entre outros direitos trabalhistas. 

O Sindicato desmente a informação da faculdade em que diz que as atividades na instituição não foram paralisadas e que menos de 20% dos professores estão em greve. Segundo o Sinpro, a maioria do corpo docente aderiu a greve e apesar de alguns professores ainda não terem aderido ao movimento, pois os que não estão em greve é porque o contrato sequer foi anotado na Carteira de Trabalho, fato que já foi denunciado ao Ministério do Trabalho. 

Por fim, o Sindicato acusa a FID de repassar mais uma informação falsa referente às tentativas de negociações. De acordo com o Sindicato, a empresa nunca formalizou ao Sinpro uma proposta de pagamento, pois não há um protocolo ou recibo. O Sinpro defende ainda que apresentou uma proposta à instituição na tentativa de apaziguar a situação ainda no dia 20 de dezembro, mas não obteve respostas. 

No fim da nota, o Sindicato rebate a informação em que a FID diz que os alunos não precisam se preocupar com o fim do período letivo, pois este iria ocorrer normalmente. 

“A categoria está em greve e não irá lançar as notas bem como, em virtude da greve legítima, os referidos profissionais não podem ser substituídos, o que relevaria a atitude antissindical possível de grave punição impostas pelas autoridades competentes. Desta forma, ao invés de responder, indagamos: como irão encerrar o período? Sem pagar ao menos os salários dos profissionais? Irão substituir de forma ilegal os grevistas? Irão lançar as notas sem a presença dos professores?”, diz trecho da nota do Sindicato. 

Nota do sindicato

Fonte: Sinpro

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