PANDEMIA

Pesquisadores da UFPI propõem que Transporte e Educação sejam os últimos a reabrirem no PI

A UFPI divulgou uma nova nota técnica sobre a reabertura econômica do Piauí


Universidade Federal do Piauí (UFPI)

Universidade Federal do Piauí (UFPI) Foto: Reprodução

Pesquisadores da Universidade Federal do Piauí (UFPI) divulgaram uma nova nota técnica sobre a Reabertura Econômica do Piauí diante do cenário de pandemia da Covid-19. O estudo é realizado por meio de um Plano de ação interinstitucional de enfrentamento à Covid-19 e apresenta os resultados preliminares da pesquisa para flexibilização de 55 setores econômicos  em seus respectivos índices de segurança no trabalho e impacto na economia piauiense.

Na Nota Técnica divulgada nessa sexta-feira (17), a UFPI apresentou um modelo complementar para o plano de reabertura das atividades econômicas do Governo do Estado. Para os pesquisadores, a Educação e o Transporte terrestre devem ser os últimos setores a retomarem no Piauí.

A proposta qualifica, em um índice, os maiores ganhos para a economia alinhados à maior segurança nas relações de trabalho, revelando os setores econômicos prioritários no processo de abertura. O estudo fortalece a tomada de decisão do governador Wellington Dias (PT) ao medir quantitativamente o impacto sobre a economia em cada uma das fases de abertura, diante dos riscos de contágio COVID-19 no processo de desenvolvimento do trabalho humano. 

O índice de segurança de reabertura foi baseado no risco de contágio por COVID-19 das ocupações que compõem cada setor econômico. O risco de cada ocupação se
baseia na exposição a doenças/agentes infecciosos, frequência de contato com outras pessoas e nível de proximidade física com outras pessoas.

A Nota Técnica propõe ao poder público uma opção complementar ao processo de abertura da economia do Piauí, baseada em parâmetros científicos que hierarquiza setores econômicos para reabertura em fases que mostram as atividades mais seguras nas relações de trabalho e de maior retorno para economia, utilizando o índice setorial de distanciamento controlado do Piauí (IPI). 

Com este estudo, o modelo de reabertura econômica complementa o Pró Piauí, em quatro fases, dos maiores aos menores IPI, que combinam segurança em saúde das
ocupações (menor risco de contaminação) e importância econômica dos setores na economia regional (PI). Entretanto, o ritmo de abertura deverá ser balizado pelo grau de infecções e nível de reação do sistema de saúde. 

Os pesquisadores ressaltam que decisões baseadas exclusivamente no índice e que ignoram as métricas de segurança para reabertura e passagem de fases, podem gerar retrocessos na expansão da abertura da economia.

Como deve ocorrer a reabertura

Para a reabertura gradual em 4 fases, com base no IPI, de 55 setores da economia, sob segurança, a Nota Técnica da UFPI elaborou um gráfico para apresentar como devem ser as fases da abertura econômica do Piauí. 

 Na área mais clara do gráfico contém as atividades de maiores IPIs, que obtém-se maior segurança no trabalho alinhada ao maior ganho econômico. Já na área mais escura, ocorrem os menores IPIs (menores segurança e ganho econômico). Na fase I, por exemplo, inclui o setor 40 (Construção) e o setor 11 (Fabricação de Bebidas).


Nas áreas mais claras estão as atividades que devem ser reabertas primeiro e conforme o tom fica mais escuro, são as atividades que devem reabrir na sequência. Primeiramente devem reabrir os setores da  Agricultura, Construção Civil, Industria de Transformação e Extrativista, etc. Por último, na área cinza mais escuro, estão as atividades econômicas como arte, cultura, esporte e lazer. 

O gráfico divide os 55 setores em:

• Fase I – 9 setores;
• Fase II – 22 setores;
• Fase III – 20 setores;
• Fase IV – 4 setores.

Nas fases II e III apresentaram o maior número de setores e, portanto, é importante a avaliação crível dos gestores para o conhecimento detalhado das atividades que
compõem cada setor, de forma que colabore para o desenvolvimento dos protocolos de saúde mais adequados e avaliação da política. [E importante também o processo de fortalecimento de conscientização dos trabalhadores e dos consumidores de bens e serviços nos diversos mercados, para que a política de abertura gere as menores externalidades sobre a vida e a economia.

Notas técnicas da UFPI auxiliam gestores na tomada de decisões:

A Nota Técnica lançada pelos pesquisadores no dia 19 de julho avalia os resultados dos estudos para reabertura das atividades econômicas de Teresina, revelando quais setores são mais seguros nas relações de trabalho e promovem maior impacto para economia em seu processo de abertura, sem entrar em conflito com os indicadores epidemiológicos. 

O estudo se tornou instrumento para o prefeito Firmino Filho (PSDB) realizar a reabertura da economia de Teresina partir deste mês de julho. O processo de construção do modelo de reabertura da economia de Teresina foi acompanhado da criação das bases de dados e do desenvolvimento do modelo para o Piauí, que a equipe já vinha trabalhando para redação dos resultados. 

Em meio a isso, o Governo do Estado do Piauí, por meio da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais (CEPRO/SEPLAN) e da SESAPI, também provocou o avanço dos estudos em direção ao planejamento técnico de reabertura, considerando conjuntamente aspectos de segurança epidemiológica e ganhos econômicos. Assim, em continuidade com os estudos de reabertura da economia, a UFPI apresentou por meio da nota técnica que deve complementar o plano de reabertura do governo do estado do Piauí.

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