EDUCAÇÃO

Olimpíada Nacional de Ciências tem mais de 1 milhão e 800 mil inscritos em 2019

A Olimpiada é um projeto de extensão da UFPI


professor Jean Catapreta

professor Jean Catapreta Foto: Ascom

A Olimpíada Nacional de Ciências recebeu 1 milhão e 860 mil inscrições para a edição de 2019. O objetivo da competição é despertar nos alunos da Educação Básica o interesse pelo conhecimento, aproximando-os das instituições de ensino superior e dos institutos de pesquisas no Brasil e no mundo todo. Também pretende incentivar o ingresso dos alunos nas áreas científicas e tecnológicas e proporcionar desafios aos estudantes visando o aprimoramento de suas formações.

A Olimpíada tem como público alunos a partir do 9º ano do Ensino Fundamental, até a 3ª série do Ensino Médio e estudantes da 4ª série do Ensino Técnico, que ainda não tenham ingressado no ensino superior.

A Universidade Federal do Piauí é a instituição realizadora da competição. Em 2015, a UFPI atendeu a um convite do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTIC) e apresentou a proposta da competição.

"O MCTIC queria fazer uma olimpíada de ciência, não uma específica de química, de física ou alguma coisa assim. Então, nós apresentamos a proposta de fazer uma olimpíada com várias ciências envolvidas. Começamos com química e física e agora temos química, física, biologia e astronomia", explicou o professor Jean Catapreta, coordenador nacional da ONC.

Para a edição de 2019, estão inscritos estudantes de todos os estados brasileiros, com 2.451 municípios, e uma escola do Japão. A inscrição é totalmente gratuita para escolas públicas e privadas.

O coordenador Jean Catapreta destacou que o projeto piloto em 2016 foi feito para atingir 5.000 estudantes no Brasil e conseguiu alcançar 80 mil, e o número tem sido crescente, chegando a 100.000 inscritos na segunda e 200.000 na terceira edição.

O Reitor da UFPI, Prof. Dr. José Arimatéia Dantas Lopes, avaliou de forma positiva o trabalho do coordenador Jean Catapreta e destacou o crescimento da Olimpíada. "Nessa 4ª edição, com o apoio do MCTIC, tivemos ampliação grande no número de participantes, porque houve um aporte de recursos para que pudéssemos ampliar as ações, chegando a mais de 1.800.000 candidatos distribuídos em todas as unidades da Federação". Segundo o Reitor, a participação de estudantes de diferentes locais é importante para divulgar o nome da Universidade. "A UFPI marca presença fora de seus muros e fora do estado do Piauí, tendo uma participação em um evento nacional como protagonista principal desse evento", frisou. 

"Além de estar divulgando a ciência e de estar trazendo talento para a ciência do Brasil inteiro, é o nome da própria UFPI que é divulgado. Cada aluno que senta numa carteira para fazer a prova da Olimpíada em mais de 2.400 municípios do Brasil tem lá o nome da UFPI", corroborou o coordenador Jean Catapreta.

Olimpíada Nacional de Ciências

A Olimpíada é uma realização da Associação Brasileira de Química, Sociedade Brasileira de Física, Sociedade Astronômica Brasileira e Instituto Butantan, com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e Ministério da Educação, tendo como instituição realizadora a Universidade Federal do Piauí.

Fases

A Olimpíada é constituída de duas fases. Na primeira fase, os alunos fazem uma prova de múltipla escolha sobre química, física, biologia e astronomia. Segundo o coordenador Jean Catapreta, são questões interdisciplinares.  "Não é uma questão de uma disciplina específica, para resolvê-las, o aluno tem que saber o conteúdo das quatro ciências, senão, não consegue resolver", informou.

Na segunda fase, a prova é discursiva e o aluno tem que responder determinados desafios. Somente 5% dos participantes vão para a segunda fase.

A aplicação das provas da 1ª FASE será de 15/08 a 17/08/2019, realizada diretamente na escola. No dia 21/09/2019, será realizada a 2ª FASE, em polos nos estados.

O resultado final será divulgado no dia 01 de novembro de 2019. A cerimônia de premiação está marcada para o dia 28 de novembro de 2019.

UFPI e Olimpíadas do conhecimento

A UFPI é responsável pela correção de todas as provas da Olimpíada Brasileira de Química e Olimpíada Norte/Nordeste de Química. Além disso, o Reitor Arimatéia Lopes é vice-coordenador nacional do Programa Olimpíada Brasileira de Química e participa como mentor das olimpíadas internacionais e ibero-americana de Química.

"Esse trabalho tem sido importante para garimpar talentos no ensino médio, estudantes talentosos que tenham interesse em estudar química. Além de caçar talentos, também é uma forma de incentivar o gosto pelo estudo das ciências, no caso da Olímpiada de Química pela química, na Olimpíada de Ciências pela química, biologia, física e astronomia. Então, é importante para despertar o interesse do jovem pelo estudo das ciências e fomentar a formação de futuros cientistas e futuros pesquisadores", destacou o Reitor Arimatéia Lopes. 

Para saber mais sobre a Olimpíada Nacional de Ciências, acesse o site: www.onciencias.org

Fonte: Ascom UFPI

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