SAÚDE

Mês de Janeiro alerta para conscientização e prevenção da hanseníase

A hanseníase tem cura e é necessário que o paciente diagnosticado siga um tratamento adequado


Hanseníase

Hanseníase Foto: Divulgação

O mês de janeiro tem diversas cores que simbolizam campanhas de alertas e conscientização referente à doenças. A cor roxa, por exemplo, faz alusão à prevenção e discussão da hanseníase, uma doença infectocontagiosa causada por um bacilo e se transmite através de contato com secreções do indivíduo doente.

Os últimos dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde apontam que 28.657 brasileiros foram diagnosticados com a hanseníase em 2018. Demonstrando um aumento em relação ao ano de 2016, no qual o número de novos casos, foi de 25.214. Em dois anos, o crescimento totaliza 14%, após queda considerável que vinha acontecendo desde 2003.

Um dos principais mitos relacionados à doença é de que se transmite no primeiro contato, algo totalmente inverso. A hanseníase requer um contato íntimo prolongado, morando na mesma residência, trabalhando no mesmo ambiente, geralmente em ambientes com pouca higiene, com baixas condições de saneamento básico, aglomeração de pessoas no mesmo local.

O dermatologista da DMI, Lauro Rodolpho, explica como ocorre a transmissão da hanseníase e o desenvolvimento da doença. 

“A transmissão da hanseníase se dá pelo contato prolongado e frequente com uma pessoa infectada pelo bacilo e que não esteja em tratamento. A pessoa infectada expele bacilos (bactérias) através do sistema respiratório superior quando ela fala, tosse ou espirra, por meio da saliva e secreções nasais. A vacina utilizada para hanseníase é a mesma utilizada para tuberculose, este procedimento de imunização ameniza as chances de se contrair a doença. É recomendado aos contactantes do paciente fazerem o uso dessa vacina para não haver risco de contaminação. Num contato rápido, é quase impossível haver infecção, porque o bacilo não é tão virulento, ou seja, requer uma série de contatos para que haja a transmissão”, explica.

A hanseníase tem cura e é necessário seguir um tratamento adequado para combater a enfermidade. O dermatologista explica as formas que o paciente pode se tratar.

“O tratamento é feito em casa, o portador da doença tem que pegar a cartela no posto de saúde que seja fornecedor do tratamento. O paciente precisa tomar alguns comprimidos na frente da enfermeira que entrega cartela e o restante ele faz a medicação em sua residência. Após tomar a primeira dose do tratamento, o indivíduo deixa de ser transmissor da doença, ainda não está curado, mas não é possível mais transmitir. A hanseníase é uma doença de notificação compulsória, na qual os profissionais que atendem o paciente que é diagnosticado com a enfermidade precisam informar ao governo da existência do mesmo”, informa o dermatologista.

Fonte: Icone noticia

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