EDUCAÇÃO

Estudante de Jornalismo da UESPI representa o estado em projeto nacional de Cinema

O programa tem como objetivo fomentar, no ambiente acadêmico, o diálogo e a reflexão sobre questões atuais e relevantes


Mobilizadora do circuito de cinema no Piauí, Vitória Pilar

Mobilizadora do circuito de cinema no Piauí, Vitória Pilar Foto: Ascom

A estudante do 2º período de Jornalismo da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), Vitória Pilar, é a representante do Piauí no Circuito Universitário de Cinema, projeto gerenciado pela MPC Filmes e pelo Instituto Cultura em Movimento (ICEM). Realizado em todo o território nacional e com um representante por estado, o programa tem como objetivo fomentar, no ambiente acadêmico, o diálogo e a reflexão sobre questões atuais e relevantes, como Direitos Humanos, equidade de gênero, violência contra a mulher, entre outros.

Com bastante apreço pelo cinema e pela luta em defesa dos Direitos Humanos, a estudante sempre chamou a atenção de seus colegas de curso e professores por sua inteligência, engajamento e capacidade mobilizadora. O ICEM entrou em contato com a coordenação do curso de Jornalismo da Uespi, gerida pela professora Daiane Rufino, que apresentou o projeto aos alunos, e selecionou a Vitória Pilar para ser representante estadual do Circuito Universitário. A estudante foi capacitada e recebeu orientações via videoconferência de Tatiana Maciel, coordenadora nacional do projeto.

A coordenadora do curso de Jornalismo, Daiane Rufino, disse que a participação da estudante no circuito coloca a Uespi em uma rota de debates de relevância para o audiovisual. “Esta ação coloca a nossa instituição numa rota importante de debates sobre temas sociais e oportuniza o contato de nossos alunos com produções de audiovisual bem inovadores no aspecto estético e de linguagem”, disse.

Tatiane Macial acrescenta que o projeto faz circular o cinema nacional. “O acesso ao cinema foi tema no Enem e a gente sabe que a maior parte dos municípios não possuem sala de cinema, e quando essa sala existe nem sempre o acesso é tão fácil”, pontua sobre a importância do projeto de levar o cinema para diversos lugares do país de forma democrática. Ela ainda destaca que a mobilizadora Vitória Pilar abraçou o projeto e faz o trabalho com muita dedicação. “Ela leva esse trabalho com muita propriedade, razão, com sensibilidade e muito amor. O projeto precisas de pessoas assim”, diz.

O projeto

Nacionalmente, três filmes foram escolhidos para serem passados por seus representantes em cada um de seus estados durante os meses de outubro, novembro, dezembro. São eles: “Lute como uma menina”, que conta a história de meninas que ocuparam escolas e manifestaram nas ruas em busca de uma educação mais inclusiva e de qualidade; “Repense o elogio”, um documentário que destaca como elogios criaram o estigma da mulher dominada e submissa; Já “O silêncio dos homens” destaca como essa criação do homem másculo e viril afeta na vida deles e na das mulheres.

As sessões acontecem em escolas pública e na Uespi desde o dia 14 de novembro, a V Semana do Audiovisual também recebeu o projeto no dia 27 de novembro. A estudante ainda irá promover sessões seguidas de discussões no IFPI, e em três penitenciárias que ainda serão definidas. A próxima edição acontece na Uespi, no dia 10 de dezembro, com a reprise de “Lute como uma menina”, com o apoio dos alunos pertencentes ao Centro Acadêmico de Ciências Sociais da Universidade.

Exibição de filme na V Semana de Audiovisual da Uespi

A estudante destaca que é extremamente engrandecedor e gratificante fazer parte do projeto representando o Piauí, e poder levar cultura e conhecimento para dentro da Uespi e outras instituições. “É um momento bastante especial. Após as sessões, sempre há uma roda de conversa e uma troca de conhecimentos, muitas vezes com relatos pessoais e depoimentos do cotidiano, que fazem um papel social imenso na construção de uma nova perspectiva sobre a temática de gêneros e Direitos Humanos. E, claro, há um feedback incrível dos telespectadores”, diz Vitória Pilar.

A jovem destaca que nada melhor que o cinema, com seu alto potencial didático, para tentar reverter a atual realidade, em que há preconceito, machismo, desrespeito para com os DH, entre outras problemáticas. “Essas questões incomodam e geram um debate acerca dessas questões, fazendo um furo na bolha do comodismo social e fazendo pensar sobre como nossas ações interferem nos direitos dos outros. Isso acaba se transformando em debate dentro da Universidade, com a expectativa de que seja levado para fora e gradualmente esse pensamento arcaico seja mudado”, destaca.

São realizados debates após o filme sobre a temática exibida

A representante finaliza destacando que o Circuito tem como meta atingir cerca de 400 pessoas por estado, porém afirma que o projeto está acima da questão quantitativa. “O objetivo maior do Circuito é levar esse conhecimento. Mostrar que o Brasil produz obras audiovisuais, e que além de fazê-las, faz bem feito, com qualidade e informação. É mostrar que no Brasil tem cultura, que falamos de equidade de gênero e estamos tentando reverter um processo histórico de injustiças e preconceitos por meio do poder do debate e do cinema”, encerra a estudante.

Fonte: CCOM

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