EDUCAÇÃO

Educação: 86% dos estudantes da rede estadual têm acesso às aulas remotas

Um total de 195.790 alunos tiveram acesso aos conteúdos por meio de aulas on-line ou atividades impressas.


Aula Remota

Aula Remota Foto: Divulgação

Um levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc), no mês de junho, constatou que, desde o início da suspensão das aulas presenciais, 86% dos estudantes matriculados na rede estadual tiveram acesso às aulas remotas.

Desde o dia 19 de março, cerca de 228 mil estudantes da rede estadual, das 656 unidades escolares, nos 224 municípios , estão com as aulas presenciais suspensas e, apesar da distância entre professores e estudantes, 195.790 alunos tiveram acesso aos conteúdos por meio de aulas on-line ou atividades impressas.

As escolas tiveram total autonomia para planejar e implementar novas estratégias de acordo com suas especificidades. Uma das ferramentas utilizadas no período de aulas remotas foi o programa de mediação tecnológica, Canal Educação. Por meio dessa plataforma, a Seduc disponibiliza os links das aulas e material de todas as disciplinas.

“As aulas do Canal Educação são transmitidas ao vivo, pelo YouTube e também pela TV Antares (TV pública do Estado). O conteúdo ministrado via Canal Educação fica gravado na plataforma do canal, possibilitando que o estudante também acesse os conteúdos posteriormente. São mais de 300 aulas disponíveis na plataforma para o Ensino Fundamental, mais de mil aulas de Ensino Médio, 300 aulas dos cursos técnicos e 600 aulas de EJA”, explica o secretário de Estado da Educação, Ellen Gera.

As escolas que optaram por não utilizar as aulas do canal criaram seus planos de ação, baseados nas diretrizes da secretaria, utilizando outras ferramentas de sala de aula, como, por exemplo, aplicativos de videoconferência e outras plataformas como Google Hangouts, Zoom, Webex Meet, e-mail, Google Classroom, WhatsApp, ligações telefônicas, Facebook e e-learning.

“Apesar da distância, o que temos observado é o compromisso dos diretores e professores para não perder o vínculo com os estudantes. E não faltaram alternativas criativas por parte desses profissionais que se reinventaram, criaram ferramentas e passaram a aproveitar outras que já faziam parte do cotidiano dos alunos, como WhatsApp, por exemplo”, destaca o gestor.

Outra ferramenta que a Seduc colocou à disposição dos estudantes foi o iSeduc Aluno, lançada no dia 4 de maio, com objetivo de facilitar a comunicação entre professores e estudantes. O app já possui mais de 20.000 downloads realizados.

“Ao acessar o aplicativo, o estudante tem acesso a detalhes da disciplina e um pequeno resumo sobre a aula. Lá, eles também encontram materiais indicados pelo professor como textos, website, videoaulas do Canal Educação, videoaulas gravadas pelo professor de sua turma e disponibilizadas no YouTube, além de textos em PDF. Pelo app, os alunos também podem responder no caderno de anotações as atividades que o professor enviou, fotografar e enviar da galeria dos seus dispositivos para correção”, detalha Ellen Gera.

Para os estudantes que não têm acesso à internet, a orientação foi para que as escolas utilizassem o livro didático e elaborassem e distribuíssem atividades impressas. “Temos consciência que nem todos os estudantes da nossa rede têm ao seu dispor um computador, celular e internet de boa qualidade para acessar as aulas on-line. Por isso, destinamos às escolas um recurso extra para auxiliá-las na produção e distribuição desse material. O conteúdo é produzido pelos professores das escolas. O mais importante é que estas atividades têm o mesmo conteúdo das demais opções que foram adotadas pela escola. Pelo levantamento, identificamos que mais de 50 mil atividades impressas já foram distribuídas. Outro ponto importante é que a entrega e devolução do material impresso seguem protocolos e recomendações das autoridades de saúde e de vigilância sanitária para reduzir o risco de contaminação”, afirma o secretário.

Frequência

Enquanto durar o período de aulas não presenciais, a frequência dos estudantes será computada pela entrega das atividades propostas pelos seus professores, postadas na plataforma de aulas on-line, bem como aquelas propostas e entregues em material impresso. O professor é o responsável por controlar essa frequência e todas as atividades realizadas devem ser registradas no iSeduc Professor.

“Essa ferramenta de controle de aula, que funciona como um diário de classe on-line, ganhou novas abas para que as mais diversas atividades que estão sendo desenvolvidas nas escolas possam ser registradas pelo professores e assim contar como aula dada”, explicou Ellen Gera.

Avaliação

Durante o período de aulas remotas, a orientação é que os estudantes sejam avaliados qualitativamente, por meio da participação nas atividades, entrega de atividades impressas e on-line, interações nas aulas transmitida ao vivo e nos grupos organizados pelas escolas nas mais variadas plataformas. E, no retorno, a secretaria fará uma avaliação diagnóstica para identificar o nível de aprendizagem.

“Todo trabalho da Seduc neste momento é para apoiar a atividade remota, sem tirar a autonomia do professor. Para os estudantes que, por ventura, não conseguiram acompanhar as aulas remotas, a secretaria tem como proposta desenvolver um programa de recuperação. Esses estudantes terão todo suporte e apoio, com atividades de contraturno, com aulas extras quando as escolas forem reabertas. Outra medida será a busca ativa desses alunos para que eles retornem à escola. Não vamos deixar nenhum estudante para trás”, ressaltou o secretário.

Retorno às aulas presenciais

De acordo com o secretário, a retomada de aulas presenciais está em processo de elaboração, ainda sem data prevista para retorno. “As aulas presenciais nas redes públicas e privadas, incluindo Educação Infantil, Ensino Fundamental, Médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Educação Profissional, seguem suspensas até o dia 31 de julho, de acordo com decreto do governador. Mas o retorno dessas aulas está condicionado ao resultado da avaliação de risco potencial para disseminação da Covid-19, feito pelo Comitê de Operações Emergenciais (COE) e, por isso, não temos uma data definida de retorno. Criamos uma comissão para elaborar um plano de retorno das aulas articulado, que envolve um rígido protocolo de saúde e higiene. É importante que esse planejamento seja feito ouvindo as secretarias municipais de Educação, sindicato das escolas particulares, além, claro, dos mais interessados que são os diretores, professores, pais e estudantes. Nossa maior preocupação será sempre a saúde da população”, frisou Ellen Gera.

Fonte: CCOM

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