Centrais Sindicais fazem ato contra a Reforma da Previdência

A manifestação ocorre em frente ao prédio no INSS, no Centro de Teresina


Centrais sindicais fazem ato em defesa da Previdência Social

Centrais sindicais fazem ato em defesa da Previdência Social Foto: Divulgação

Representantes de centrais sindicais participam de protestos em todo o país nesta quarta-feira (20) contra a proposta de reforma da Previdência, apresentada hoje pelo governo federal. A manifestação em "Defesa da Previdência Pública e Contra o Fim da Aposentadoria" teve início às 8h em frente ao prédio da Previdência Social, no Centro de Teresina.

Segundo o presidente da CUT Piauí, Paulo Bezerra, a mobilização debate muitas pautas em defesa do trabalhador, mas a principal é a reforma da Previdência.

“Estarmos nas ruas no dia 22 é fundamental para buscar reverter e reprovar a reforma. A população precisa está ciente de que esse prejuízo é irreparável e quem pode barrar isso no Congresso são os parlamentares. A população pode fazer uma abordagem direta aos parlamentares, dizendo que não queremos essa reforma. O Governo federal não apresentou nenhuma proposta de combate ao desemprego, nem de melhoria para a educação, nem saúde. Nada que se refira ao desenvolvimento econômico e social. A conscientização da população tem que ser feita por nós, temos que estar nas ruas para combater as propostas de retrocesso”, afirma Paulo Bezerra, presidente da CUT Piauí.

Prejuízos aos trabalhadores rurais e professores


Para a presidenta da Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetag), Elisângela Moura, a proposta é uma violência contra as mulheres trabalhadoras do campo e pessoas mais carentes. “Com essa proposta a mulher trabalhadora do campo vai ter que trabalhar até os 60 anos de idade, isso é uma violência com as trabalhadoras rurais. Por isso, estamos mobilizados, realizando audiências públicas nas Câmaras municipais apresentando os impactos negativos na vida dos trabalhadores. Na maioria dos municípios do Piauí, os recursos da Previdência que entram são maiores que o FPM (Fundo de Participação dos Municípios). Por isso, vamos resistir”, afirma Elisângela.

As mudanças propostas também afetam os professores, que têm uma aposentadoria diferenciada devido às características de sua jornada de trabalho. “Ela não pode ocorrer nos moldes que o governo federal quer aprovar, porque prejudica a classe trabalhadora aumentando a idade para a aposentadoria e o tempo de contribuição. No campo da educação temos uma aposentadoria especial, porque temos uma condição de trabalho diferente, estressante, atendendo muitas pessoas ao mesmo tempo. Com essa reforma nossa aposentadoria de forma especial deixa de existe, por isso somos contra”, ressalta Paulina Almeida, presidenta do Sindicato da Educação Pública do Piauí (SINTE).

Fonte: CUT Piauí

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