ECONOMIA

Dulce Pugliese ultrapassa Luiza Trajano e se torna a mulher mais rica do Brasil

A última lista de bilionários do mundo, veiculada em abril de 2020, o patrimônio líquido da bilionária era de US$ 3,5 bilhões, um salto (R$ 18,72 bilhões) de 74,28%.


Dulce Pugliese

Dulce Pugliese Foto: Reprodução

Após 16 dias de ganhos astronômicos e consecutivos da família de Godoy Bueno, a matriarca Dulce Pugliese de Godoy Bueno, 72 anos, voltou a se destacar nesta semana ao assumir o posto de mulher mais rica do Brasil. A movimentação expressiva na fortuna da nova maior bilionária do país deixa para trás Luiza Helena Trajano, ex-detentora do título e presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza. Esta é a primeira vez que Dulce, cofundadora da Amil e uma das controladoras do grupo de diagnósticos clínicos Dasa, chega ao topo do ranking feminino brasileiro.

Entre 6 e 19 de janeiro, as ações da Dasa dispararam 268%, de R$ 74,10 para R$ 199. Na quarta-feira, os papéis chegaram a cair para R$ 175, mas registraram uma breve recuperação ontem (21) e fecharam a R$ 150. Apesar da oscilação recente e recorrente para qualquer empresa de capital aberto, a soma final dos ganhos foi o suficiente para colocar Dulce na primeira posição entre as mulheres mais ricas do Brasil, com fortuna de R$ 32,63 bilhões. Na última lista de bilionários do mundo, veiculada em abril de 2020, o patrimônio líquido da bilionária era de US$ 3,5 bilhões, um salto (R$ 18,72 bilhões) de 74,28%.

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Dulce agora ocupa o sétimo lugar no ranking bilionários brasileiros em tempo real da Forbes. É a segunda colocação mais alta em que uma mulher já chegou na lista nacional. A posição máxima de destaque é de Maria Consuelo Leão Dias Branco, na sexta posição, em 15 de julho de 2017, com fortuna de R$ 13,25 bilhões. Por sua vez, Luiza Helena Trajano se mantém em oitavo com fortuna avaliada em R$ 30,49 bilhões, R$ 2,14 bilhões a menos que Dulce. Juntas, as duas mais ricas do Brasil chegam a uma marca histórica: esta é a primeira vez que uma dupla de mulheres figura no top 10 do levantamento da Forbes.

Dulce fundou junto ao seu ex-marido, Edson de Godoy Bueno, a rede de assistência médica Amil, em 1972. Depois da compra da companhia em 2012 pela norte-americana UnitedHealth, a bilionária de formação médica acompanhou Edson em um novo empreendimento, desta vez, a rede de diagnósticos clínicos Dasa, da qual ela controla 48% das ações. Após a morte de Edson em 2017, a participação acionária do empresário foi passada para seus filhos meios-irmãos, Camilla de Godoy Bueno Grossi e Pedro de Godoy Bueno. Pedro é CEO da companhia desde que ela foi adquirida pelo ex-casal (2015) e, assim como sua ex-madrasta Dulce, ele também carrega um título à tiracolo: aos 30 anos, é o bilionário mais jovem do Brasil, com fortuna de US$ 3,1 bilhões.

Em linhas gerais, a companhia da família tem desempenhado bem desde 4 de dezembro, após a Dasa anunciar a aquisição do grupo hospitalar Leforte por R$ 1,77 bilhão. No período, as ações da empresa disparam 45% a R$ 70,05.

Ainda em 2020 e com a estratégia de expandir as operações, em 21 de dezembro a Dasa anunciou a compra de mais duas empresas no segmento da saúde. Na mesma data, por meio de fato relevante, a companhia anunciou que estava em avaliação uma nova oferta restrita de ações para arrecadar R$ 4 bilhões e arcar com os custos das aquisições.

Outro ponto positivo para o negócio da família de Godoy Bueno é a participação ativa em assuntos que tangem a crise sanitária causada pelo novo coronavírus. O grupo anunciou uma parceria com a empresa norte-americana Covaxx, uma subdivisão da United Biomedical, para realizar as fases dois e três de testes da vacina contra a Covid-19 no Brasil, e doou R$ 15 bilhões para financiar o desenvolvimento do imunizante. Nesta mesma linha, a Dasa também foi a responsável por detectar a nova variante do vírus em circulação no Brasil no último dia 31 –segundo o laboratório, a cepa B.1.1.7 do SARS-CoV-2, identificada inicialmente no Reino Unido, se caracteriza por apresentar grande número de mutações.

A soma da fortuna da família de Godoy Bueno é de US$ 12,3 bilhões (R$ 68,8 bilhões), segundo o ranking em tempo real de bilionários do mundo da Forbes. Camilla de Godoy Bueno Grossi e Pedro de Godoy Bueno ocupam a 14ª e 15ª posição no ranking em tempo real de bilionários brasileiros da Forbes, ambos com fortuna de R$ 16,58 bilhões cada.

Para os cálculos, foram levados em consideração o valor de fechamento das ações da Dasa de ontem, assim como a cotação do dólar, fixado a R$ 5,35.

Fonte: Forbes

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