CORONAVIRUS

Estabelecimentos de saúde devem reforçar cuidados na gestão de resíduos gerados

Segundo as empresas especializadas em gestão de resíduos em saúde, as embalagens devem ser substituídas quando atingirem 2/3 de sua capacidade


Lixo hospitalar

Lixo hospitalar Foto: Divulgação

Os geradores de resíduos em saúde do Piauí têm sido orientados sobre os procedimentos de segregação e acondicionamento dos resíduos provenientes da assistência a pacientes suspeitos de infecção por Coronavírus (COVID-19). As empresas Raiz Soluções em Resíduos e Sterlix Ambiental, além de se reunirem com as autoridades estaduais e municipais de saúde, emitiram uma nota técnica para reforçar os padrões e protocolos já existentes e em uso, para diminuir os riscos de contaminação. As empresas também disponibilizaram suporte logístico e operacional específicos para resguardar a correta gestão dos resíduos dos serviços de saúde.

Seguindo recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), a Sterlix e a Raiz orientam que estes resíduos, classificados como agente biológico classe de risco 3, devem ser segregados e acondicionados em sacos vermelhos duplos e identificados pelo símbolo de substância infectante.

“Nosso procedimento é manter a mesma rotina já adotada, uma vez que os procedimentos existentes são suficientes para mitigação dos riscos, não havendo necessidade de precauções adicionais além das já adotadas para proteger os trabalhadores e a população durante o curso normal das suas atividades. Nosso trabalho já segue todos os protocolos da Anvisa”, explicou Lukano Sá, diretor da Sterlix Ambiental e Raiz Soluções em Resíduos.

Segundo as empresas especializadas em gestão de resíduos em saúde, as embalagens devem ser substituídas quando atingirem 2/3 de sua capacidade ou pelo menos uma vez a cada 48 horas, conforme a Resolução RDC/Anvisa nº 222/2018. Nas áreas de abrigo temporário dos estabelecimentos, os resíduos devem ser acondicionados separadamente dos demais resíduos, para coleta e tratamento específicos.

Ainda de acordo com Lukano Sá, os resíduos de serviços de saúde gerados em unidades de tratamento à saúde responsáveis pelo atendimento a casos confirmados de COVID-19 não possuem características diferenciadas dos resíduos de serviços de saúde comumente gerados em tais unidades. Porém, os mesmos serão gerenciados como prioridade. “Faremos o manuseio especial e esses tipos de resíduos terão prioridade nas estações de tratamento. Dessa forma, a equipe já está preparada para atender de forma especializadas os estabelecimentos de saúde”, ressaltou.

Fonte: Priscila Florêncio

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