SAÚDE DA MENTE
Da Redação
25 de agosto de 2026 às 13:10 ▪ Atualizado há 43 minutos
Mães, pais, responsáveis legais e cuidadoras de crianças e adolescentes com deficiência, autismo, transtornos do neurodesenvolvimento e doenças raras poderão fazer terapia pelo celular ou computador no Piauí. As consultas serão realizadas de forma remota por meio do Programa de Apoio Psicológico Digital, que começa a oferecer o serviço a partir de 31 de agosto.
A iniciativa foi criada pela Lei Estadual nº 8.827/2025 e tem como objetivo ampliar o acesso à terapia para pessoas que exercem atividades de cuidado continuado. A proposta é facilitar o acompanhamento psicológico principalmente para quem vive em municípios onde há pouca oferta de profissionais ou enfrenta dificuldades para se deslocar até um serviço especializado.
Quem poderá fazer terapia?
O serviço será destinado a pais, mães, responsáveis legais e cuidadores de crianças e adolescentes que tenham:
A iniciativa reconhece que quem cuida diariamente de uma criança ou adolescente que necessita de acompanhamento contínuo também pode precisar de suporte psicológico.
Com as consultas remotas, essas pessoas poderão buscar acompanhamento sem precisar se deslocar para outro município ou interromper a rotina de cuidados para ter acesso à terapia.
Como acessar a terapia pelo celular?
Para utilizar o serviço, o responsável ou cuidador deverá procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) do município onde mora e realizar o cadastro.
Será necessário apresentar:
Depois da validação do cadastro, o usuário receberá acesso ao aplicativo móvel do Piauí Saúde Digital.
É pela plataforma que será possível realizar o agendamento e participar das sessões de terapia de forma remota, utilizando celular ou computador.
Atendimento será feito de forma on-line
A terapia será realizada a distância, uma alternativa para facilitar o acesso de mães, pais e cuidadores que possuem uma rotina marcada por consultas, acompanhamentos e cuidados constantes com crianças e adolescentes.
O serviço também pode beneficiar famílias que vivem em municípios onde existe dificuldade para encontrar atendimento psicológico ou onde é necessário viajar para conseguir acompanhamento.
Apesar da oferta da terapia por meio do programa, os demais serviços especializados da rede pública continuam seguindo os fluxos do Sistema Único de Saúde (SUS). O programa não estabelece prioridade ou modifica a ordem de atendimento desses serviços.
Quando houver necessidade de outros atendimentos especializados, continuam sendo necessárias avaliação médica e os encaminhamentos previstos na rede pública de saúde.
Profissionais receberão capacitação
Os profissionais responsáveis pela operação do programa nas salas municipais também passarão por capacitação para realizar os procedimentos necessários ao atendimento e ao acolhimento dos usuários.
A iniciativa busca ampliar o acesso à terapia para quem dedica parte significativa da rotina aos cuidados de crianças e adolescentes com condições que exigem acompanhamento contínuo, utilizando a tecnologia para aproximar o atendimento psicológico dessas famílias.
Fonte: Sesapi
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