Política

VIOLÊNCIA DE GÊNERO

Senado apoia campanha Pela Vida das Mulheres para combater violência

Iniciativa envolve parcerias com empresas e organizações civis para conscientização

Teresinha Ferreira

25 de agosto de 2026 às 13:20 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O Senado participa do movimento "Pela Vida das Mulheres", lançado no Agosto Lilás para combater a violência doméstica e familiar.
  • A campanha "Somos Maiores que a Violência Contra as Mulheres" envolve empresas como Avon e Instituto Natura, além de organizações civis.
  • O objetivo é conscientizar a sociedade para a responsabilidade coletiva no combate à violência de gênero.
  • Em 2025, o Brasil registrou 1.568 feminicídios, uma média de mais de quatro mortes por dia por razões de gênero.
  • O Índice de Conscientização sobre a Violência Contra as Mulheres foi criado para medir o reconhecimento do problema, com meta de aumentar de 29% em 2025 para 73% em 2035.
  • 33% das mulheres sofreram violência, mas apenas 4% reconheceram os atos como violência, indicando necessidade de maior conscientização.
  • O Senado, segundo Davi Alcolumbre, deve ir além de legislar, também divulgando informações para transformar conhecimento em ações preventivas.
  • O desafio é que cada mulher conheça seus direitos e saiba onde buscar ajuda, reforçando o papel do Legislativo na proteção e prevenção.

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Violencia contra mulheres

O Senado está entre os parceiros do movimento Pela Vida das Mulheres, iniciativa lançada durante o Agosto Lilás, que visa combater a violência doméstica e familiar contra a mulher. A campanha, denominada "Somos Maiores que a Violência Contra as Mulheres", reúne esforços de empresas, como a Avon e o Instituto Natura, e organizações da sociedade civil.

A proposta do movimento é conscientizar a sociedade sobre a responsabilidade coletiva no combate à violência de gênero. De acordo com o Pela Vida das Mulheres, é fundamental uma mobilização contínua, envolvendo mulheres, homens, empresas e o Estado. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que em 2025, o Brasil registrou 1.568 feminicídios, o que significa uma média alarmante de mais de quatro mulheres assassinadas por dia devido a razões de gênero.

O movimento utiliza o Índice de Conscientização sobre a Violência Contra as Mulheres. Criado pelo Instituto Natura e pela Avon em 2025, o índice alcançou uma pontuação de 29% naquele ano, com a meta de subir para 73% até 2035. Esta métrica também foi implementada em outros países da América Latina, como Argentina e Chile, para aumentar a conscientização sobre o tema.

Outros dados fundamentais vêm do Mapa Nacional da Violência de Gênero, produzido em parceria com o DataSenado e o Observatório da Mulher contra a Violência. As pesquisas indicam que, embora 33% das mulheres tenham sofrido algum tipo de violência, somente 4% reconheceram esses atos como violência, reforçando a necessidade de trabalhar na percepção social sobre o tema.

Em declaração sobre a importância do envolvimento do Senado, Davi Alcolumbre ressaltou que o Legislativo deve ir além da elaboração de leis, contribuindo também com a divulgação de informações sobre a violência contra as mulheres. Ele destacou o papel contínuo do Senado em promover dados e mobilizar a sociedade para a transformação do conhecimento em ações preventivas e proteção às vítimas.

— Há 20 anos, com a Lei Maria da Penha, o Brasil deu um passo histórico. Agora, o desafio é garantir que cada mulher conheça seus direitos e saiba onde buscar ajuda. O compromisso do Senado é transformar conhecimento em prevenção, proteção e vidas preservadas — afirmou Alcolumbre.

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Fonte: Senado Notícias